O ministro das Finanças conta com a banca para o objetivo “imperioso” que é “inverter o baixo crescimento” que se abateu sobre o país a partir da “segunda metade de 2015” e alastrando-se para o primeiro trimestre de 2016. Mário Centeno não fez qualquer referência à questão do banco mau, suscitada minutos antes por Carlos Costa, nem comentou a nota dada pelo Presidente da República, também na mesma conferência, sobre uma eventual revisão das projeções económicas.

No final de um discurso “didático”, em que Centeno se debruçou sobre o tema da regulação e supervisão financeiras, o ministro das Finanças não quis fazer qualquer declaração aos jornalistas sobre os temas do momento na economia.

No seu discurso na conferência organizada pela Associação Portuguesa de Bancos (APB) e pela TVI, para debater o futuro da banca, Mário Centeno afirmou que o governo a que pertence está, perante os “desafios” da economia, “corrigir os seus desequilíbrios, relançando o crescimento e recuperando o emprego”. Para isso, “o setor bancário é um parceiro fundamental no desenvolvimento das economias, empresas e famílias”.

Mário Centeno tocou no facto de “os bancos terem sofrido um aumento do crédito em incumprimento nos seus balanços, gerando imparidades e necessidades de capital adicional” mas não foi mais longe no que poderá ser a solução, nesta fase, para o problema.

Num discurso preparado, importante para que “um ministro da Finanças se controle”, Mário Centeno acrescentou que “é necessário ter um quadro regulatório concluído, em termos nacionais e europeus, ao serviço da economia”. Essa é uma “peça essencial do puzzle” — mas, sublinhou Centeno, “esse quadro não pode ser alheio às dificuldades da economia”, afirmou o ministro das Finanças.