O presidente da SAD do Leixões, Carlos Oliveira anunciou a suspensão do cargo “por iniciativa própria”, na sequência da detenção no sábado pela Polícia Judiciária por suspeita de manipulação de resultados de jogos de futebol.

Num comunicado publicado na página oficial do clube na internet, Carlos Oliveira dá conta da apresentação de um recurso da decisão do tribunal, como medida de coação, de ditar a sua “suspensão de funções”, por a considerar “completamente infundada e desproporcional”.

Libertado na segunda-feira à noite, tal como o diretor desportivo Nuno Silva, com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência e suspensão de funções para ambos, o dirigente do clube da II Liga justifica a sua decisão de suspender o cargo: “sempre lutei em defesa do Leixões e nada faria que o pudesse prejudicar”.

“Independentemente do resultado do recurso, entendo que neste momento, até esclarecimento da situação e apuramento real dos factos e para não prejudicar o Leixões, que devo suspender o meu cargo, o que faço por iniciativa própria, entregando nas mãos da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal a condução do dia-a-dia do clube até à realização de uma Assembleia Geral que pedirei seja convocada para muito breve”, refere o comunicado.

Decorrente da suspensão das funções, Carlos Oliveira informou que, “em estreita colaboração com estes órgãos”, vai, de imediato, “proceder ao encerramento das contas, fazendo refletir nas mesmas, tudo o acordado no âmbito do PER (Processo Especial de Revitalização) e em outros acordos já feitos”.

“Isso mostrará a todos os leixonenses como foi drasticamente reduzido o passivo e que hoje a situação, ainda que difícil, nada é parecida com a que recebi a 3 de julho de 2014, quando se afirmava que o Leixões não tinha futuro nem duraria mais de um mês”, acrescentou o dirigente, frisando que nesse período “acabaram as penhoras do estádio e foram tomadas as necessárias medidas de reestruturação”.

Considerando-se “acusado inadequadamente e de forma absolutamente injusta”, o líder da SAD entende ser “manifesta a completa ausência de indícios e meios de prova”.