O Benfica é claramente favorito a vencer sexta-feira a final da Taça da Liga em futebol, uma ‘cereja’ para a época do ‘tri’, do ’35’, enquanto o Marítimo procura vencer a competição pela primeira vez na sua história.

Vencedor de seis das oito edições da prova e das últimas duas, a derradeira também face aos ‘verde-rubros’, o conjunto ‘encarnado’ chega a Coimbra em estado de festa, apenas cinco dias após concretizar o grande objetivo da época: vencer o campeonato.

As festividades e alguma eventual descompressão poderão ser os maiores inimigos do ‘onze’ de Rui Vitória, que, ainda há duas semanas, conseguiu bater os insulares nos Barreiros por 2-0, jogando com 10 unidades desde os 37 minutos.

Os ‘encarnados’, que venceram as seis finais disputadas e só perderam um jogo na prova, em 2007, já estiveram em anos anteriores em situação semelhante e conseguiram vencer, mas por vezes com dificuldades, como aconteceu a época passada precisamente face aos insulares.

Se o Benfica procura fechar da melhor forma uma temporada memorável, com a conquista de um ‘tri’ que fugia desde 1976/77 e após dura batalha, dentro e fora do campo, com o Sporting, de Jorge Jesus, o Marítimo joga para o primeiro título.

O conjunto dos Barreiros vai disputar a sua quarta final, depois de ter perdido as três anteriores, sempre face a ‘grandes’, duas da Taça de Portugal, com o Sporting (1994/95) e FC Porto (2000/01), e a da Taça da Liga de 2014/15, em que cedeu por 2-1 face aos ‘encarnados’.

Um golo do holandês Ola John, aos 80 minutos, selou, então, o triunfo do conjunto ‘encarnado’, perante um Marítimo que esteve a perder por 1-0 (marcou Jonas, aos 37) e empatou por João Diogo (56), já com 10 (Raul Silva expulso aos 47).

Na presente temporada, o Benfica goleou em casa por 6-0 e foi aos Barreiros vencer por 2-0, num jogo que ‘começou’ uma semana, quando Nelo Vingada resolveu poupar vários jogadores no encontro anterior para estarem certos com os ‘encarnados’.

Tendo em conta que o Marítimo já nada estava a jogar e que, na teoria, teria bem mais hipóteses de pontuar fora com o Estoril-Praia, no jogo em que poupou os jogadores a um amarelo da suspensão, a situação não foi compreendida por ninguém.

Para o Benfica, pelo contrário, tratava-se tão só da penúltima ‘final’, do último jogo teoricamente complicado na corrida ao título. A expulsão de Renato Sanches ainda complicou mais, mas os ‘encarnados’ venceram por 2-0.

Com a expulsão nesse encontro, o ’85’ dos ‘encarnados’ falhou a última ronda do campeonato e deve agora regressar, para o seu último jogo pelo Benfica, que o vendeu por 35 milhões de euros (mais 45 variáveis) ao Bayern Munique.

Além de Renato Sanches, também deverá voltar, igualmente após suspensão, o lateral esquerdo Eliseu. Os dois serão os representantes do Benfica na seleção lusa no Euro2016.

O Benfica poderá, assim, apresentar o ‘onze de gala’, com André Almeida, Jardel, Lindelöf e Eliseu, à frente de Ederson, um meio-campo com Fejsa, Renato Sanches, Pizzi e Gaitán, se não tiver de partir para a Argentina, e os avançados Jonas e Mitroglou, no primeiro jogo após renovar até 2020.

Por seu lado, o Marítimo poderá apresentar um ‘onze’ com Salin na baliza, uma defesa com João Diogo, Maurício, Dirceu e Patrick, uma meio-campo com Damien Plessis, Alex Soares e Éber Bessa e um ataque com Edgar Costa, Fransérgio e Donald Djoussé. Dyego Sousa também é hipótese.

O terceiro confronto da época entre Benfica e Marítimo terá o mesmo árbitro dos anteriores (Fábio Veríssimo), mas com a ajuda da tecnologia da linha de golo, estreada em Portugal precisamente na final da prova da época passada.

O jogo entre o Benfica e o Marítimo, correspondente à final da nona edição da Taça da Liga, realiza-se sexta-feira, no Estádio Cidade de Coimbra, a partir das 19h45.