As instituições de solidariedade que se preparam para a chegada de refugiados a Portugal podem ver as contas de eletricidade reduzidas e reparações elétricas efetuadas nas habitações de acolhimento aos migrantes, como parte do Programa de Voluntariado da EDP.

“Poderá passar muito pela ajuda que [a EDP] pode dar às instituições sociais que precisam de reparações elétricas nas instalações para receberem refugiados, porque há muitas instituições de solidariedade social (IPSS) que estão a preparar quartos e casas”, referiu Jorge Mayer, em Berlim, responsável pelo Programa de Voluntariado da EDP.

Jorge Mayer acrescentou que, apesar do projeto ainda estar em desenvolvimento, há a vontade de “criar um programa especial para ajudar a baixar a fatura destas instituições que estão com custos acrescidos de apoio aos refugiados”.

Além dos funcionários em Portugal, o Programa de Voluntariado da EDP quer “mobilizar os trabalhadores que são mais de dois mil em Espanha” a apoiarem os requentes de asilo, através da Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR), uma instituição semelhante à Plataforma de Ajuda aos Refugiados (PAR), existente em Portugal.

Jorge Mayer, que se encontra na capital alemã a participar no fórum de voluntariado cooperativo de resposta à crise dos refugiados, disse que o evento tem sido um gerador de ideias de como podem as empresas apoiar requerentes de asilo na Europa, ajudando a “EDP a ter uma noção do que realmente se pode fazer para ajudar”.

“O mobiliário é um exemplo – muitas vezes muitas empresas têm mobiliário que podem libertar para alojar refugiados. A Deutsche Telekom já o fez aqui e é uma das coisas que a EDP também gostava de analisar se será possível ou não”, referiu Jorge Mayer.

O responsável pelo Programa de Voluntariado da EDP referiu que a taxa de voluntariado em Portugal ainda está abaixo da média europeia, acrescentando que “o importante é as pessoas olharem para as empresas não apenas como providência dos serviços mas também como eventuais parceiros em projetos sociais”.

Mayer referiu que o voluntariado cooperativo tem avançado em muitos países independentemente de apoios estatais, acrescentando que “em Portugal, só apenas algumas empresas grandes o fazem e nos outros países já começa a haver uma percentagem de PMEs que já fazem este voluntariado”.

O fórum de voluntariado cooperativo de resposta à crise dos refugiados, organizado pela Organização Internacional de Trabalho Voluntário, começou na quinta-feira em Berlim e decorre até ao final de sexta-feira, contando com a participação de empresas como a Deutsche Telekom, EDP, Google, IBM, RBC, Siemens, Telefónica e UPS.