Continuam por aparecer os destroços do avião da EgyptAir que esta quinta-feira desapareceu sobre o Mediterrâneo. A companhia aérea chegou a anunciar que tinham sido encontradas algumas partes do AirBus A320 que fazia a ligação entre Paris e o Cairo, mas teve de desmentir a informação mais tarde. Enquanto se discute se a queda do voo MS804 foi um acidente ou um atentado terrorista, está em marcha uma grande operação de busca pelos destroços da aeronave junto à ilha grega de Creta.

O Egito mobilizou para o Mediterrâneo vários aviões da Força Aérea e navios da Marinha. Nestes esforços, o país está a ser ajudado pela França, a Grécia, a Turquia, os Estados Unidos e o Reino Unido. A bordo do voo MS804 seguiam 66 pessoas de doze nacionalidades diferentes. João Silva, engenheiro da Mota-Engil com 62 anos, foi a única vítima portuguesa.

Além da localização do que resta do avião, a maior pergunta neste momento prende-se com as causas que o levaram a desaparecer em pleno voo. Apesar de os dados ainda serem escassos, o ministro da Aviação Civil do Egito afirmou que “a possibilidade de ter sido um ataque terrorista é maior do que a possibilidade de ter sido um problema técnico”. Até ao momento, ainda nenhuma organização reivindicou a queda do voo e as autoridades francesas encaram o assunto com cautela.

Ao jornal Le Figaro, uma fonte ligada ao setor aeronáutico francês disse que “a transparência não é propriamente uma virtude fundamental do regime egípcio”, pelo que todas as declarações de responsáveis do Egito têm de ser tratadas “com pinças”. E já na manhã de sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Marc Ayrault, fez questão de dizer à AFP que ainda não há “absolutamente nenhuma pista sobre as causas” da queda do avião. Para sábado está marcada uma reunião entre os familiares das vítimas e o ministro.