O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse esta sábado que está tranquilo e confia na eficiência das autoridades de saúde, face ao surgimento da estirpe do vírus zika que foi detetada no país.

“Temos consciência do fenómeno, mas estou perfeitamente tranquilo de que o que está a ser feito pelas autoridades de saúde e sanitárias de Cabo Verde será eficiente para podermos contornar o problema e resolvê-lo de forma a que não tenha impacto alargado junto das nossas gentes”, afirmou.

Jorge Carlos Fonseca, que falava este sábado em Castelo Branco, à margem de uma visita ao Instituto Politécnico local, adiantou que um país para ter progresso tem de ter boa saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou sexta-feira que o vírus do zika que circula em Cabo Verde é afinal da mesma estirpe do que circula no continente americano, mais concretamente no Brasil.

É assim a primeira vez que a estirpe do zika, responsável pelos problemas neurológicos e microcefalias, é detetada em África.

O Presidente da República de Cabo Verde não excluiu qualquer ajuda ao país para o combate ao vírus zika, nomeadamente da União Europeia: “Precisamos sempre de cooperação internacional e da colaboração dos países amigos”.

“Tudo deverá ser feito e têm que se tomar as medidas consideradas necessárias, mas um país como Cabo Verde tem que ter sempre em conta que a sua própria afirmação é como um país aberto, de fronteiras abertas. Temos é que saber controlar sempre os riscos desta abertura ao mundo para potenciar os ganhos que temos com essa mesma abertura”, disse.