O britânico Kris Meeke (Citroen DS3) disse este domingo que foi “um fim de semana quase perfeito” que o conduziu à vitória no Rally de Portugal, a segunda da sua carreira no Mundial, que decidiu dedicar aos adeptos portugueses.

“Foi um fim de semana quase perfeito”, afirmou o norte-irlandês. “Tinha a certeza de que podia fazer algo bom aqui, mas, quando o tempo mudou antes do rally, passou a não ser tão óbvio e na sexta-feira também não. Sábado, tínhamos vantagem e tirei o máximo partido e não podia ter feito mais. Tinha uma boa posição de partida, é certo, mas é outro passo para mim, como piloto, poder fazer um rally como este do princípio ao fim.”

Meeke regressou à competição em Portugal, a quinta prova do Mundial, depois de ter estado ausente no México e na Argentina, uma vez que a equipa oficial Citroen abdicou do campeonato deste ano para preparar o novo carro para 2017. “Como disse antes do rally, não tínhamos muitos quilómetros entre a Suécia e Portugal. Fizemos muitos testes, mas perde-se o espírito da competição. Essa ausência talvez me tenha dado mais apetite. Tínhamos uma boa posição, mas mostrámos que o DS3 continua a ser um carro competitivo. Podemos aproveitar em alguma coisa deste carro e fazer ainda melhor para 2017”, sublinhou.

Quarto britânico a ganhar em Portugal, depois de Tony Fall (1968), Colin MacRae (1998 e 1999) e Richard Burns (2000), Meeke dedicou a sua primeira vitória, obtida há um ano na Argentina, a McRae. Desta vez fez uma dedicatória mais vasta. “Colin também é muito bem recordado aqui em Portugal, mas esta é para os fãs portugueses. É um ambiente incrível. Que lugar para pilotar um carro de rally, especialmente naquele salto final de Fafe. Esta é para os fãs portugueses“, disse.

Meeke completou o rally com 29,7 segundos de vantagem sobre o norueguês Andreas Mikkelsen (Volkswagen Polo R) e 34,5 em relação ao francês Sébastien Ogier, da Volkswagen Polo R), tricampeão do mundo, que reforçou a liderança do campeonato, com 114 pontos, contra 67 de Mikkelsen.

Mikkelsen promete dar luta a Ogier pelo título de pilotos

Andreas Mikkelsen (Volkswagen Polo R) conquistou o terceiro pódio da temporada, ficando em segundo, atrás do britânico Kris Meeke (Citroen DS3), e diz que está preparado para lutar pelo título de campeão mundial. O norueguês acabou por levar a melhor sobre Sébastien Ogier, seu companheiro de equipa na Volkswagen, com quem travou uma luta animada pela segunda posição. “Foi difícil conseguir terminar no segundo lugar deste rally, e ultrapassar um piloto que é só tricampeão do Mundo”, disse no final da quinta prova do campeonato.

“A equipa fez um ótimo trabalho e permitiu-nos andar sempre muito depressa nestes dois últimos dias, e é sempre uma boa sensação quando sabemos que temos as mesmas condições de participação”, adiantou, com a recordação da sua presença em 2015, em que não dispunha de um carro com a mesma evolução mecânica e tecnológica da dos companheiros Jari-Matti Latvala e Sébastien Ogier.

Com o segundo lugar, Andreas Mikkelsen subiu ao segundo lugar no campeonato, com 67 pontos, contra 114 de Ogier, e foi claro quando questionado sobre como encara o campeonato: “Estou pronto para a luta”. Conformado com o quarto lugar na geral estava o espanhol Dani Sordo, que evitou um fracasso absoluto da Hyundai, depois de Haydden Paddon ter capotado na sexta-feira, vendo o seu i20 ser consumido pelas chamas, e Thierry Neuville ter ficado parado sem combustível no sábado.

“Foi o rally possível e os pontos que somei acabam por ser um resultado positivo para as nossas contas no campeonato, mas sabia que era difícil fazer muito melhor porque o piso neste rally exige um carro com mais capacidade de tração. Por isso, vamos ter que trabalhar muito esse aspeto no carro”, afirmou

Já com o pensamento no Rally da Sardenha, próxima prova do Mundial, entre 9 e 12 de junho, Dani Sordo espera lá chegar com um mais competitivo. “É um rally muito parecido com o de Portugal, por isso há que desenvolver muitas coisas no carro, mas não sei se haverá tempo para fazer todas essas alterações que nos permitam andar mais na frente”, disse o espanhol, quinto classificado no Mundial.