O antigo ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos poderá assumir a presidência do BIC Portugal. A notícia está a ser avançada pelo jornal Público, segundo o qual o nome de Teixeira dos Santos já foi comunicado a título informal ao Banco de Portugal que não se terá oposto à escolha.

Teixeira dos Santos foi proposto depois do supervisor bancário ter recusado dar registo de idoneidade a Jaime Pereira, que tem sido o número dois de Mira Amaral, presidente executivo cujo mandato terminou no final do ano passado. O nome do antigo ministro das Finanças para assumir o cargo de presidente executivo do BIC Portugal foi entretanto confirmado por José Teles, o segundo maior acionista do banco de capitais angolanos.

O processo de reavaliação de idoneidade dos administradores do banco onde Isabel dos Santos é a principal acionista tem-se arrastado ao longo de vários meses. As reservas do Banco de Portugal aos nomes propostos, que incluirão também Fernando Teles, presidente do BIC Angola, terão gerado mal-estar junto da empresária angolana e contribuído alegadamente para o insucesso do processo negocial no BPI com o CaixaBank. Teles é presidente não executivo do BIC Portugal, para além do segundo maior acionista da instituição bancária.

A gestão do BIC Portugal foi alvo de uma inspeção por parte do Banco de Portugal que, segundo o semanário Expresso, apontou falhas e fragilidades à forma como o banco tem sido gerido. O BIC comprou ao Estado o Banco Português de Negócios em 2012.

Teixeira dos Santos, que foi ministro das Finanças no governo de José Sócrates, chegou a ser falado para a presidência do Montepio Geral no ano passado, mas o ex-ministro das Finanças afirmou em comunicado ter decidido recusar a proposta.

O ex-ministro foi ainda presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e professor da Faculdade de Economia do Porto. O seu nome chegou a ser falado para assumir um cargo de presidente não executivo na antiga Portugal Telecom em 2012, uma proposta feita então pela Caixa que era acionista da operadora, mas que acabou por não se concretizar.

O Observador já tentou contactar Fernando Teixeira dos Santos, mas ainda sem sucesso.