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Marte

Andar em Marte já é possível através da realidade virtual

Os cientistas da NASA e a Microsoft uniram esforços para desenvolver um programa que permite imaginar como será andar em Marte com a ajuda da realidade virtual.

Captura de ecrã do vídeo publicado no canal Popular Science, no Daily Motion

Popular Science/Daily Motion

Uma viagem tripulada da NASA a Marte pode não estar para breve, mas entretanto, os cientistas da NASA já podem passear no planeta vermelho. Como? Através da realidade virtual.

Os cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA queriam tentar perceber como seria andar em Marte e, para isso, juntaram-se à Microsoft, que fabrica os óculos de realidade virtual HoloLens, para desenvolver o sistema Onsight, uma forma altamente precisa de explorar o planeta vermelho sem ter de sair da Terra, conta o site Popular Science.

“O objetivo é permitir aos cientistas explorar Marte, tal como explorariam um lugar aqui na Terra”, explicou Alex Menzie diretor de desenvolvimento do projeto.

O sistema Onsight utiliza o processamento holográfico para combinar a informação visual recolhida pela nave espacial Mars Reconnaissance Orbiter com os dados do solo, que incluem imagens de alta resolução, recolhidos pelas várias câmaras do Curiosity (o robô de reconhecimento no terreno em Marte, que aterrou no planeta em 2012). A combinação da informação permite ao espetador ter uma visão realista da superfície de Marte em 3D. O site Popular Science disponibiliza um vídeo onde se pode ver como funciona o programa.

Os cientistas da NASA e outros geólogos também podem colaborar em tempo real na realidade virtual da HoloLens, através do sistema Onsight.

“Temos muitos cientistas que trabalham na missão mas não trabalham no Jet Propulsion Laboratory (em Pasadena, na Califórnia, nos EUA). Temos alguns a trabalhar tão perto de nós como na UCLA (Universidade da Califórnia) e tão distantes como a França “, diz Fred Calef III da missão Curiosity.

“Trabalhamos muito em colaboração, nas nossas operações normais de Marte, partilhando imagens de órbita e imagens do rover. Mas muitas vezes são imagens realmente planas ou muito distorcidas. A experiência HoloLens permite-nos ver as rochas, exatamente onde elas estão naquele momento”, acrescentou.

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