O presidente Barack Obama e o presidente do Afeganistão já tinham anunciado a morte do líder supremo, o “mullah” Akhtar Mansoor, durante um ataque norte-americano com drones no passado sábado, numa província do Paquistão, mas só esta quarta-feira os talibãs deram a confirmação. Na mesma altura que anunciaram o seu sucessor, Haibatullah Akhundzada.

Haibatullah Akhundzada, de 50 anos, não era um dos principais candidatos ao lugar, mas foi ele o escolhido, segundo o El País, para evitar nomear uma pessoa que dividisse o grupo e por motivos de segurança. Akhundzada é de Kandahar, da tribo Noorzai, que tem muito peso entre os talibãs, e era o número dois de Mansoor, que o via como um “mestre”. Tudo isto, a juntar às suas credenciais religiosas, terá pesado na escolha.

Esta nomeação chegou depois de várias notícias terem dado conta, na terça-feira, que tanto o filho do fundador do movimento talibã, o ‘mullah’ Yakub, como Sirajuddin Haqqani, um inimigo implacável das forças norte-americanas, tinham recusado o convite. Serão ambos o “número dois” do novo líder.

Os talibãs são o grupo de oposição ao Governo mais forte no Afeganistão. Estima-se que só no último ano terão morrido ou ficado feridos, no país, 11 mil civis e 5.500 militares e polícias.