O Governo assinala esta quinta-feira os primeiros seis meses de mandato com um Conselho de Ministros na Ajuda, local onde a 26 de novembro António Costa prometeu uma ação moderada do executivo e manifestou confiança na maioria parlamentar que o sustenta.

A reunião, que decorrerá na mesma sala do Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde os membros do executivo prestaram juramento e assinaram o auto de posse, contará com a presença dos ministros e secretários de Estado do XXI Governo Constitucional e irá realizar-se num dia feriado, um dos quatro que o executivo liderado por António Costa repôs.

A hora prevista para o início da reunião é as 16:10, depois de ser tirada uma ‘foto de família’ ao executivo. No final, o primeiro-ministro fará uma intervenção.

Em novembro, quando assumiu o compromisso de honra de cumprir “com lealdade” as funções de chefia do XXI Governo Constitucional, António Costa prometeu uma ação moderada do Governo, manifestando confiança na solidariedade da maioria parlamentar que o sustentava.

“Este é o tempo da reunião. Não é de crispação que Portugal carece, mas sim de serenidade. Não é altura de salgar as feridas, mas sim de sará-las”, declarou, num apelo à pacificação da vida política nacional, depois da crise política desencadeada pela queda do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, através da aprovação de uma moção de rejeição aprovada pelo PS, BE, PCP, PEV e PAN.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro defendeu ainda que Portugal não progride “com radicalizações” e prometeu que “a conduta do XXI Governo pautar-se-á pela moderação”.

O programa do executivo, referiu ainda, seria uma “alternativa à vertigem austeritária”, mas “uma alternativa realista, cuidadosa e prudente”.

“Que não fique a mínima dúvida: Este é um governo confiante. Confiante, antes de mais, no seu projeto mobilizador do país e na solidariedade da maioria parlamentar que lhe manifestou apoio e lhe confere inteira legitimidade”, frisou, lembrando ainda que é perante a Assembleia da República que o executivo responde politicamente.

Antes de António Costa, o então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva tinha feito um discurso menos confiante, admitindo continuar com dúvidas nos acordos subscritos pelo PS, BE, PCP e PEV quanto à estabilidade política e durabilidade do Governo.

Fora do Palácio da Ajuda, o então candidato a Belém e atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalava o virar de uma página e o início de um novo ciclo no Governo e na Presidência da República.

Passados seis meses, Marcelo Rebelo de Sousa faz votos para que exista estabilidade política até ao final da legislatura.

“Veremos aquando das eleições autárquicas o que se passa ou não. O meu desejo é que as autárquicas não venham interromper a governação, mas vamos esperar”, afirmou na quarta-feira, sublinhando que “o desejável é estabilidade até ao final da legislatura”.