No passado dia 18, um dia antes do início da edição da 7ª edição do Rock In Rio Lisboa, a Samsung convocou a comunicação social para apresentar as novidades que levou até à Cidade do Rock. A aposta da gigante sul-coreana nas novas experiências multimédia tem conquistado uma grande projeção, em particular nos últimos meses, desde a apresentação do conjunto Galaxy S7, Gear VR e câmara 360º — que fomos conhecer em primeira mão a Londres, no passado mês de fevereiro.

A atual promoção do Galaxy S7 está integrada numa estratégia mais abrangente que inclui os óculos Gear VR, aparelhos onde se encaixam os smartphones (modelos S7, S6 e Note 5) para permitir uma experiência tridimensional. Mas uma coisa é estar parado, olhar em volta e ver imagens em todos os ângulos como se estivéssemos noutro local (aquele que é projetado), outra coisa é adicionar a este espaço virtual a sensação física.

É precisamente esta a inovação que está a ser apresentada no pavilhão da Samsung do Rock In Rio, festival onde a marca de tecnologia tem agora o estatuto de patrocinadora oficial. E não fez a coisa por menos, ao trazer a Portugal uma equipa de sul-coreanos para preparar uma estreia mundial: uma espécie de queda livre (bungee jumping) sobre a cratera de um vulcão. As imagens que pode ver na fotogaleria acima são autoexplicativas. Basicamente, juntam ao efeito tridimensional das imagens projetadas a sensação física da queda real.

Cláudia Rodrigues, Diretora de Comunicação da Samsung Portugal, fez-nos o resumo das novidades apresentadas, bem como o enquadramento geral da marca no Rock In Rio.

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Nós alinhámos na brincadeira e garantimos que é coisa para o fazer soltar um grito. O jogo, chamemos-lhe assim, é bastante seguro, há uma equipa que cuida de manter as pessoas bem agarradas e, ainda que o sistema se desprendesse, a queda seria muito pequena e para cima de um colchão gigante insuflado a ar. O segredo do sistema está na capacidade do cérebro se deixar “enganar”, ao associar uma sensação física real a uma imagem virtual. Uma queda abrupta de mais de um metro aliada à imagem projetada nos óculos aumenta (muito) a sensação de vertigem — para um lago de lava, coisa pouco simpática.

A esta estreia mundial (bungee jumping para a cratera de um vulcão) junta-se uma outra, apresentada em fevereiro no Mobile World Congress em Barcelona. Trata-se de uma montanha-russa virtual, que usa o mesmo truque. As cadeiras possuem um sistema mecânico que as faz mover ligeiramente, ainda assim o suficiente para o cérebro nos empurrar o corpo borda fora. Por isso é obrigatório, nesta experiência, o uso de um cinto de segurança.

Estes sistemas de realidade virtual (que se abrevia, na língua inglesa, por VR – virtual reality) ainda estão em desenvolvimento, a imagem projetada nos óculos está longe de ser perfeita, ainda tem algum “grão”, mas o conjunto já é suficiente para compreender porque é que as grandes empresas estão a apostar em força nesta tecnologia — onde se inclui o 360º. Quando for possível ter junto aos olhos imagens em alta-definição (4K? 8K?) a experiência terá tudo para ser arrebatadora.

Estes momentos de diversão estão associados à ativação da marca no recinto do Rock In Rio, um palco gigante que inclui uma loja (na Rock Street) onde são oferecidos, por dia, um smartphone Galaxy S7, um smartwatch Gear S2 e uns auscultadores Samsung Level. Ainda que não tenha a sorte de receber um destes prémios, acredite que vale a pena passar por estas experiências de realidade virtual. Podem ainda ser os primeiros passos, mas tudo aponta para que seja este o caminho da indústria do entretenimento.