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Homem matou três familiares e suicidou-se em Montemor-o-Velho

Os corpos de quatro pessoas foram encontrados já de madrugada pela GNR, que cercou o local do crime durante toda a noite. Na origem do crime poderá ter estado uma discussão sobre memórias de infância.

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LUÍS FORRA/LUSA

LUÍS FORRA/LUSA

Um homem assassinou três familiares na quinta-feira à noite e suicidou-se já na madrugada de sexta-feira, em Faíscas, freguesia de Arazede, em Montemor-o-Velho (Coimbra). Além do homicida, Paulo da Cruz, as outras três vítimas mortais são os pais e a avó do homem.

O crime começou pelas 20h40 de quinta-feira, depois de um lanche familiar. Uma mulher que participou nessa reunião disse à SIC que não havia nada que fizesse prever este comportamento do homicida, até porque, durante o tempo em que a família esteve junta, “não houve discussão” entre ninguém.

A GNR só conseguiu entrar na habitação onde o crime ocorreu por volta das 5h desta sexta-feira. “A hipótese mais provável era a de suicídio do homicida e foi esse o cenário que encontrámos dentro da residência”, disse aos jornalistas o coronel João Seguro, da GNR de Coimbra, que foi alertada por vizinhos para o que estava a acontecer.

Pouco depois de assassinar os pais e a avó, o criminoso escreveu um post enigmático no Facebook.

Paulo da Cruz esteve emigrado no Luxemburgo e teve de regressar a Portugal depois de perder o emprego. A OGBL, citada no post, é o maior sindicato luxemburguês.

Na origem do crime, de acordo com o relato de uma testemunha que estava na casa onde ocorreram os assassinatos, terá estado uma recordação de um episódio da infância do alegado homicida. “A balbúrdia começou quando a mãe do Paulo contou que ele quando era criança degolou cinco pintainhos com uma lâmina”, disse José Gonçalves, que juntamente com a mulher e a filha de oito anos estavam a lanchar com a restante família a convite de Paulo.

“Começou então uma enorme discussão e o Paulo, depois de várias discussões com o pai e de lhe ter dado uma cabeçada, terá ido ao quarto buscar a caçadeira (com que matou a família)”, disse ainda a testemunha. José Gonçalves contou que viu Paulo disparar em direção ao pai e que aí fugiu com a mulher para a sua casa, com o objetivo de se proteger. “Depois disso não sei mais nada”, explicou.

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