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Think Conference. “Quem não apostar no digital está a deixar dinheiro em cima da mesa”

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700 participantes e 16 oradores reúnem-se em Leiria, em junho, para discutir o presente e o futuro do marketing digital em Portugal. "O digital hoje em dia é tudo", defendem os organizadores.

Paulo Faustino organizou a Think Conference, juntamente com Regina Santana

Nasceu mais uma conferência sobre empreendedorismo em Portugal. A Think Conference chega a Leiria a 18 e 19 de junho com um objetivo: “ser o maior evento de marketing digital em Portugal” e trazer “os melhores empreendedores e especialistas nacionais nas áreas do empreendedorismo digital, marketing digital, social media [redes sociais] e startups” à cidade. Ao Observador, um dos responsáveis pela organização do evento, Paulo Faustino, explica que o digital “hoje em dia é tudo”, pelo que quem não tiver isso em conta “está a deixar dinheiro em cima da mesa”.

Nós num espaço de 20 anos mudámos totalmente a nossa forma de estar, de trabalhar, de consumir conteúdo. A grande maioria desse processo já passa pelo digital, pelos tablets e smartphones. Quem não apostar nesta vertente do digital está a deixar dinheiro em cima da mesa. Ainda por cima, este é um mercado relativamente novo, onde há espaço para aparecer muita coisa nova. Com divulgação, comunicação, um pouco de criatividade, plataformas corretas e um bom orçamento é fácil conseguir bons resultados.”, defende o responsável.

É também para “promover o empreendedorismo e trazer este tema e o do marketing digital para a região Centro, onde não existe muita coisa em termos de rota dos grandes eventos”, que os organizadores quiseram organizar a conferência, que vai reunir 700 participantes e 16 especialistas nacionais. Até porque, “hoje em dia, as empresas precisam de comunicar diretamente com os clientes” e, em Portugal, ainda não há total consciencialização sobre esta necessidade, diz o responsável.

Tem havido evolução quanto ao marketing digital em Portugal, mas ainda estamos a andar a passo. Ainda há uma geração que antecede os millenials [pessoas nascidas entre o início dos anos 80 e o final da década de 90] que é um bocado reticente em relação ao digital. Isso vai-se transformar nos próximos 10 a 20 anos, quando os millenials chegarem aos cargos de topo, às tomadas de decisões”, afirma.

A conferência surge, também, da experiência anterior dos organizadores, Paulo Faustino e Regina Santana. Os dois já organizavam “eventos de marketing digital no Brasil”, entre eles o Afiliados Brasil, que já vai na oitava edição e é hoje “o maior evento de marketing digital na América latina”, segundo os responsáveis.

Quisemos trazer para Portugal o que já estávamos a fazer no Brasil, mas de uma forma ligeiramente diferente. Lá abordamos uma perspetiva mais técnica do marketing digital, aqui vai passar mais pelo empreendedorismo, pelas histórias com as startups, pelo desenvolvimento das empresas. Os oradores vão trazer um bocadinho essa visão.”, explica Paulo Faustino.

Entre os oradores estão Nuno Pimenta, industry manager da Google, Tim Vieira, diretor-executivo da Special Edition Holding, Antero Ferreira, senior product manager da Farfetch, João Jesus, diretor-executivo da Cuckuu, Filipa Neto, cofundadora e diretora-executiva da Chic by Choice, André Albuquerque, head of growth da Uniplaces, e Filipa Corrêa Mendes, marketing manager da Uber em Portugal, entre outros.

Todos os oradores são fantásticos. Diria que, pela dimensão que acabou por ter, o exemplo da Farfetch será o mais marcante, até porque já existe desde 2008. Entretanto, só agora é que se começou a ouvir falar da empresa, mas por detrás do surgimento estão muitos anos de persistência do José Neves [fundador e presidente da Farfetch]. Aconteceu muita coisa até aos dias de hoje e as pessoas acabam por não ter noção disso”, acrescenta Paulo Faustino.

Outro dos objetivos da conferência passa por debater as principais barreiras ao crescimento do mercado digital no país. Uma delas é “a grande resistência à compra online” por parte dos portugueses, diz o responsável. “A principal barreira é provavelmente conseguir gerar confiança no consumidor para que compre determinado produto online. Independentemente de Portugal estar bastante avançado em know how de digital ainda existe grande resistência à compra. Percebemos pela diferença com o Brasil: lá compram com muito mais facilidade, não têm medo de comprar com o cartão de crédito num site“, diz.

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Texto editado por João Cândido da Silva
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