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Internacionalização da agricultura é “realidade que se afirma a cada dia”, diz Capoulas Santos

Depois de visitar a Feira Agrícola de Lamego, o ministro da Agricultura mostrou-se satisfeito por ter conhecido produtores apostados na exportação de frutas e vinhos.

Capoulas Santos

Hugo Delgado/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, considerou este sábado que a internacionalização da agricultura portuguesa é cada vez mais uma realidade, com as exportações de produtos agrícolas e pecuários a cresceram 8% no último trimestre. “A internacionalização da nossa agricultura é uma realidade que se afirma a cada dia. No último trimestre, as exportações dos produtos agrícolas e pecuários cresceram 8 por cento, portanto, é um ritmo que queremos que no futuro não só se consolide, mas, se for possível, que aumente”, defendeu.

No final de uma visita à Feira Agrícola de Lamego, Capoulas Santos sublinhou que encontrou um clima de grande otimismo entre os produtores, apesar das dificuldades conjunturais que atravessam, devido às adversidades climáticas. “Constatei um clima de grande otimismo, por parte de gente que está a investir, quer investir mais e acredita no futuro. Gente que está a exportar produtos que vão do vinho às frutas”, referiu.

Aos jornalistas, disse que não é só importante ter boas plantações, como também boas condições para conservar os produtos. Este foi, aliás, um dos pedidos feito por um produtor de frutas, Joel Francisco, ao representante do Governo. “Gostaríamos de ter apoio financeiro para a construção de frio para melhor conservar a fruta. Temos apoio para a produção, mas falta para a conservação”, sustentou.

Sobre o assunto, Capoulas Santos evidenciou que esses apoios já existem, destinados a todos os produtores. “Todos os produtores que pretendam investir, designadamente em infraestruturas de conservação, têm um apoio público que ronda os 50 por cento a fundo perdido, em investimentos que podem ir até aos 4 milhões de euros”, apontou.

Na sua visita ao certame, que conta com mais de 150 expositores, uma outra produtora pediu a Capoulas Santos que “não deixe cair [a questão do] o glifosato”. Questionado pelos jornalistas sobre o assunto, o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural esclareceu que tomou a decisão de proibir um composto deste herbicida, que os estudos apontam como sendo possivelmente cancerígeno.

“Determinei a sua imediata proibição em Portugal e agora há um período de regulamento para aliviar o stock. A questão da utilização do glifosato está pendente na União Europeia, mas já anunciámos há alguns dias no Parlamento que tenciono manter o seu uso na agricultura, uma vez que é aplicado por profissionais com formação e seguindo regras de segurança em termos de saúde”, acrescentou. Capoulas Santos disse, ainda, que irá legislar no sentido de determinar alguns limites à utilização desse produto, em áreas urbanas de maior concentração populacional.

“Vamos proibir nos centros urbanos com maior concentração de pessoas e continuar a permitir a sua utilização para fins agrícolas, desde que seja excluído esse componente que se considera possivelmente prejudicial à saúde”, concluiu.

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