A Assembleia Parlamentar da NATO defendeu esta segunda-feira o reforço da defesa coletiva dos Estados membros para responder à ameaça russa e oferecer segurança aos países situados nas fronteiras leste e sul da Aliança.

“Estamos perante uma nova situação em que a Rússia declarou a NATO como adversário e devemos ver como responder”, disse o presidente da Assembleia Parlamentar da Aliança Atlântica, Michael Turner, na primeira reunião deste organismo em Tirana desde que a Albânia aderiu à organização há sete anos.

Nesta “nova situação” os membros devem “continuar a proporcionar segurança aos aliados do leste que se sentem ameaçados”, adiantou Turner.

O membro republicano do Congresso dos Estados Unidos considerou que a Rússia “atualmente tem uma força que pode ameaçar e desestabilizar toda a Europa”.

Numa resolução aprovada por unanimidade no final da reunião afirma-se que a NATO pretende deixar claro “a qualquer potencial agressor que qualquer ameaça contra qualquer aliado será abordada com a maior firmeza e a força coletiva da Aliança”.

A organização indicou ainda que vai analisar novas medidas para apoiar os esforços da coligação internacional que luta contra o grupo extremista Estado Islâmico e o terrorismo.

Durante a reunião de três dias em Tirana, com 250 delegados de 28 países, foram também abordadas a gestão dos fluxos migratórios e a situação no Médio Oriente, Norte de África e Balcãs.