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A (breve) história do "Facebook" norte-coreano

Quando descobriu um clone do Facebook alojado na Coreia do Norte, um jovem escocês de 18 anos não perdeu tempo: abriu o painel de administração e adivinhou as credenciais. "Foi fácil", disse.

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Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images

Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images

A Coreia do Norte também tem um “Facebook”. Ou melhor, tinha. Esta sexta-feira a Dyn Research, uma empresa que monitoriza globalmente a performance da internet, anunciou ter descoberto um clone da conhecida rede social alojado em servidores norte-coreanos. Bastaram poucas horas para o jovem escocês Andrew McKean, com apenas 18 anos, conseguir hackear a plataforma, conta o jornal The Telegraph.

Chamava-se Best Korea’s Social Network, ou “Rede Social da Melhor Coreia” em português, e podia ser acedida através do endereço www.starcon.net.kp. Ao saber disto, o jovem McKean terá percebido que o site usava um clone específico do Facebook. Por isso, abriu o painel de administração e escreveu “admin” no nome de utilizador e “password” no campo destinado à palavra-passe. Funcionou.

O que fez ele? Podendo controlar praticamente toda a rede social, optou por manipular a publicidade apresentada para que, em vez dos habituais anúncios, surgisse a mensagem “Uh, eu não criei este site, apenas descobri o login“. Ao ser clicada, redirecionava para o perfil do jovem escocês no Twitter. Terá depois ponderado redirecionar o endereço para uma página com propaganda contra o regime norte-coreano, disse McKean ao site Motherboard, acrescentando que a manobra “foi fácil”. Mas, entretanto, a plataforma ficou offline e continuava indisponível à hora de publicação deste artigo.

McKean partilhou no Twitter algumas capturas de ecrã do painel de administração. As imagens sugerem que a rede social terá surgido este mês, tendo menos de uma centena de utilizadores registados. Após a propagação da notícia, vários ocidentais acabaram por criar um perfil no site, surgindo também algumas contas a parodiar o líder norte-coreano Kim Jong-Un. Desconhece-se o verdadeiro proprietário da rede social, embora o endereço sugira uma eventual ligação com a Starcon, uma empresa de tecnologia sul-coreana.

De acordo com o The Telegraph, o acesso à internet no país é bastante restrito. Estima-se que, entre os 25 milhões de norte-coreanos, apenas alguns milhares tenham acesso à rede. Além disso, o YouTube, o Facebook e o Twitter encontram-se oficialmente bloqueados desde o ano passado.

Atualizado às 15h42: Os ‘tweets’ de Andrew McKean foram removidos do artigo. As opções de privacidade das mensagens foram alteradas, ou o utilizador apagou-as da rede social.

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