José Mourinho está em Portugal e não quer levar jogadores da Liga Portuguesa na bagagem para Manchester. A garantia é do próprio que falou aos microfones dos jornalistas portugueses à margem de uma aula na Faculdade de Motricidade Humana, que o português leciona e coordena — João Mário (Sporting), por exemplo, tem sido associado aos red devils. O novo treinador do Manchester abordou ainda o Campeonato da Europa, elogiou a ousadia de Fernando Santos e analisou a reedição do duelo com Pep Guardiola.

Mourinho coloca a seleção portuguesa nas cinco melhores seleções da competição que arranca dia 10 de junho, em França. “Não vejo uma seleção do outro mundo que se possa dizer que é superfavorita, como se podia dizer há uns anos de uma Espanha que dominou e toda a gente percebia que ia dominar. Acho que neste Europeu, se vocês me pedissem para dizer três equipas que eu penso que vão ganhar, eu não conseguia dizer três. Se me pedissem cinco, eu dizia cinco e se calhar falho”, disse, aqui citado pela TSF.

O treinador que passou pelo Benfica, União de Leiria, FC Porto, Chelsea, Inter e Real Madrid deixou ainda palavras elogiosas à atitude ousada de Fernando Santos, que considera atrevido por pensar em ganha o Euro 2016: “Também sou um bocadinho atrevido e compreendo o que ele diz. Em mim, interpretam esse tipo de intervenção como arrogância, mas de facto com aqueles jogadores e o enquadramento, Portugal pode fazer qualquer grande resultado. Não vejo problemas alguns em assumir essa candidatura e todos gostam de ouvir esse incentivo”, pode ler-se aqui no Record.

Mourinho vai sentar-se no banco de Old Trafford na próxima época. No outro banco mais importante da cidade estará Pep Guardiola (Manchester City), o catalão com quem o português teve polémicas e duelos ásperos e, por vezes, violentos quando treinavam Real Madrid e Barcelona.

Agora será diferente, explica o português, pois se antigamente fazia sentido focar-se num rival, em Inglaterra é algo impossível. “Estive com o Pep dois anos num campeonato onde o campeão era eu ou ele, ou era o Real Madrid ou era o Barcelona. Numa situação como essa as lutas individuais fazem mais sentido porque podem ter algum tipo de influência. Se no campeonato inglês eu me focasse nele e no Manchester City e ele se focasse em mim e no Manchester United, seria outro a ser campeão”, afirma.

Portugal dá o pontapé de saída no Campeonato da Europa dia 14 de junho, em Saint-Étienne, contra a Islândia.