Perto de 50 elementos da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) concentraram-se esta terça-feira frente ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social, em Lisboa, a exigir aumentos intercalares das reformas.

Em declarações à imprensa, Casimiro Menezes, presidente do MURPI disse que estes aumentos intercalares são necessários para que os pensionistas “retomem o poder de compra perdido nos últimos quatro anos de austeridade que foi imposta” aos portugueses.

A concentração em Lisboa fez parte de uma série de ações de protesto realizadas em 22 cidades portuguesas integradas na campanha nacional “Pelo Aumento Intercalar das Pensões e Reformas em 2016, é justo, é necessário”.

Ao som do slogan ´Governo escuta/Os reformados estão em luta”, cerca de meia centena de reformados rumou desde o edifício sede do Centro Nacional de Pensões, em Lisboa, para o Ministério da tutela, para entregarem um documento com as reivindicações que exigem.

Uma delegação do MURPI entregou depois um dossier ao chefe de gabinete do ministro Vieira da Silva um documento onde reclamam aumentos de 25 euros para as pensões “abaixo do limiar de pobreza”.

Além da resolução aprovada no protesto desta segunda-feira, a delegação do MURPI entregou uma cópia da carta enviada ao primeiro-ministro, António Costa, em janeiro último e para a qual não obtiveram resposta, disse o dirigente da Confederação.

O MURPI pretende ser recebido pelo ministro Vieira da Silva e pelo primeiro-ministro.

Sabemos que 80% dos cerca de 3,5 milhões de pensionistas têm pensões abaixo do limiar de pobreza — 419 euros — e é justo que, nestes casos, os aumentos sejam de, pelo menos, 25 euros, sublinhou Casimiro Menezes.

Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Covilhã, Santarém, Setúbal, Évora, Sines e Faro foram outras das localidades onde o MURPI realizou esta segunda-feira ações de protesto que, segundo Casimiro Menezes, tiveram uma “boa adesão”.

Outra das exigências do MURPI é que o Governo e a Assembleia da República os reconheça como parceiro social.

“Representamos 170 associações de reformados num universo de 50.000 pessoas”, concluiu o dirigente da Confederação, acrescentando que estão já a preparar outras ações de protesto para junho e agosto além da integrada no piquenicão que a confederação promove a 10 de junho.