O primeiro-ministro voltou a defender a escola pública, esta quarta-feira, em visita ao agrupamento de escolas Cardoso Lopes, na Amadora, para assinalar o Dia Mundial da Criança. Ao lado do ministro da Educação, António Costa disse que só a escola pública “garante igualdade de oportunidades para todas as crianças”.

“Aquilo que garante igualdade de oportunidades para todas as crianças é a escola pública onde o Estado, as autarquias, em conjunto com famílias, educadores e professores podem dar oportunidade a qualquer criança, nascendo aqui no Bairro de Santa Filomena ou em qualquer outro bairro, de ter as mesmas oportunidades que eu tive, que o senhor ministro da Educação teve e que o senhor presidente da câmara teve”, afirmou António Costa, esta quarta-feira.

Confrontado com as previsões da OCDE que reviram, esta quarta-feira, em alta a estimativa para o défice, esperando agora que atinja 2,9% este ano, acima da previsão do Governo (2,2%), o chefe de Governo desvalorizou.

Para mim, previsões são previsões. Vamos continuar a trabalhar para que as coisas cheguem ao final do ano no ponto certo. É para isso que temos estado a trabalhar. E vejo que mesmo estas previsões mais pessimistas colocam sempre o défice abaixo dos 3%”, sublinhou Costa.

E questionado se o Governo admite rever as metas para o crescimento da economia, António Costa disse que “o que o Governo não põe em questão é rever os objetivos” de trabalhar no Programa Nacional de Reformas e “trabalhar no que é essencial”.

“Coloquemos no centro das nossas preocupações e das prioridades não as previsões de cada dia mas o trabalho que temos de fazer ao longo dos próximos anos para que estas crianças possam ter a possibilidade de se realizarem plenamente.
Mas a nossa preocupação não é no curto prazo. Temos de centrar naquilo que é o grande investimento do país: chama-se educação.” E investir na inovação, na valorização do nosso território e nas empresas.

Questionado ainda sobre o regresso às 35 horas na função pública e a aplicação nos vários serviços do Estado, o chefe do Executivo apenas respondeu que “esse é um processo que está na Assembleia da República” para mais tarde acrescentar, face à insistência dos jornalistas no local, que está “confiante que a Assembleia da República legisle dentro daquilo que está previsto no programa de Governo, sem que isso represente um aumento da despesa global”.