A Fundação Mário Soares registou, em 2015, o dobro dos prejuízos verificados em 2014. No ano passado, os prejuízos da Fundação passaram de 103 mil euros para 210 mil euros.

Os dirigentes da fundação adiantaram que é necessária uma “redefinição da estratégia”. No relatório de contas da Fundação Mário Soares (FMS), datado de 21 de abril de 2016, está previsto o desenvolvimento de uma “estrutura orgânica mais leve”, informa o Diário de Notícias.

O mesmo documento afirma que as dificuldades financeiras e económicas se têm feito sentir na fundação. O documento afirma que se verificou uma “progressiva diminuição das receitas provenientes de contribuições regulares ou ocasionais e de apoios mecenáticos”.

A Fundação perdeu em 2015 o apoio da Fundação Ilídio Pinho (25 mil euros anuais) e do Instituto Camões (75 mil euros). Os subsídios diretos dos ministérios do Planeamento, Educação e Cultura diminuíram substancialmente, fazendo com que os subsídios de Fundação diminuíssem dos 685,8 mil euros para os 548,6 mil euros, menos 137,1 mil euros.

O relatório afirma ainda que não foram recebidos os apoios prometidos pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no âmbito do Roteiro Nacional de Infraestruturas de Investigação.

Segundo o relatório, a FMS foi financiada pelo BPI e pelo Novo Banco (100 mil euros cada), Fundação EDP (75 mil euros) Câmara Municipal de Lisboa (40 mil euros), da Câmara Municipal de Leiria (19,8 mil euros) e Fundação Ramón Areces (ligada à cadeia de lojas espanhola El Corte Inglés).

Financiamentos dos antigos patrões de Sócrates

O mesmo Relatório e Contas de 2015 mostra também que a fundação do anto Presidente da República recebeu em 2014 financiamento do universo empresarial daquele que então era patrão de José Sócrates, Paulo Lalanda e Castro, revelou a Renascença.

Esse financiamento foi realizado a título de subsídios à exploração, mas ocorreram todos antes de o ex-primeiro-ministro ter sido detido a 21 de Novembro de 2014. O montante envolvido nesses apoios é de 15 mil euros, sendo que o próprio Lalanda e Castro contribuiu com 5.159 euros. O relatório e contas refere ainda (ver imagem junto) contribuições da Intelligent Life Solutions, Lda. (cinco mil euros), da Dynamicspharma, S.A. (três mil euros) e da Octapharma Gestão Estratégica e Operacional (dois mil euros), tudo empresas ligadas àquele gestor que também é arguido na “Operação Marquês”.

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Documento reproduzido pela Renascença