O selecionador de futebol de França, Didier Deschamps, recusou esta quinta-feira comentar as acusações de Karim Benzema de que teria cedido “à pressão de um partido político racista” para não o convocar para o Euro 2016, afirmando que não iria “entrar nesse debate”.

“Não tenho nenhum comentário a fazer. Eu não quero entrar nesse debate, não estou aqui para isso. Não tenho nada a dizer sobre isso. Estou focado apenas na competição e é isso que nos interessa”, disse Didier Deschamps, que falava à margem dos trabalhos da seleção gaulesa.

Em causa estão declarações do avançado Karim Benzema, em que este acusa o selecionador Didier Deschamps de ter cedido “à pressão de um partido político racista [Frente Nacional]” para não o convocar para o Euro2016, que começa a 10 de junho.

Em entrevista esta semana ao diário desportivo espanhol Marca, o colega de Cristiano Ronald no Real Madrid não acredita que ficou fora da lista dos eleitos de Deschamps por estar envolvido num processo judicial de chantagem ao seu colega na seleção Mathieu Valbuena.

“Legalmente, sou inocente até provarem que sou culpado. Deviam ter esperado que o sistema judicial tomasse as suas decisões”, disse ao jornal o melhor marcador em atividade dos ‘bleus’ (27 golos).

Benzema, de origem argelina, considera que o selecionador de França o excluiu da lista de convocados, tal como Hatem Ben Arfa, também de origem magrebina, por ter cedido “à pressão de um partido politico racista”, em referência ao partido de extrema-direita Frente Nacional.

“Não sei se esta decisão foi exclusiva de Didier Deschamps”, insistiu Benzema.

A França é a anfitriã do Campeonato da Europa, que se disputa entre 10 de junho e 10 de julho.