Uma carta de amor escrita por John F. Kennedy, o 35º Presidente dos Estados Unidos da América, à sua amante, vai ser leiloada.

A carta de amor de quatro páginas foi escrita em outubro de 1963 – um mês antes do assassinato de Kennedy -, mas nunca chegou à destinatária que era presumivelmente Mary Meyer, uma pintora casada com um agente da CIA.

Mary Meyer foi assassinada em outubro de 1964, um crime que nunca foi resolvido, informa a CNN.

Na carta pode ler-se o presidente americano a pedir à mulher para ir viver para os subúrbios e ir visitá-lo:

Porque é que não vens viver para os subúrbios de vez – vem ver-me – aqui – ou no Cabo na próxima semana, ou em Boston no dia 19. Eu sei que não é sensato, é irracional e tu podes odiar – mas também podes não odiar – e eu vou adorar. Tu dizes que é bom para mim não conseguir tudo o que quero. Mas ao fim de tantos anos devias dar-me uma resposta mais carinhosa do que essa. Porque é que não dizes simplesmente que sim?

J.”

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A carta escrita por Kennedy a Mary Meyer tem quatro páginas

A carta foi escrita no papel oficial da Casa Branca, segundo a RR Auction, que vai pôr à venda mais de 500 pertences pessoais do presidente americano. A autenticidade foi verificada através da comparação da letra da carta com documentos oficiais.

Não se sabe o porquê de a carta nunca ter sido enviada, mas a secretária pessoal de Kennedy, Evelyn Lincoln, guardou-a juntamente com vários outros pertences de Kennedy.

Para além de discursar junto ao Muro de Berlim, lutar pelos direitos civis, participar na Corrida Espacial contra a União Soviética e ser casado com Jackie Kennedy, o Presidente dos EUA teve, pois, ainda tempo de escrever cartas de amor.