O grupo extremista Estado Islâmico representou em 2015 a “maior ameaça” terrorista no mundo, segundo um relatório divulgado esta quinta-feira pelo governo dos EUA, que também acusa o Irão e a Síria de reforçarem os seus vínculos terroristas.

“A capacidade e o controlo territorial do EI no Iraque e na Síria chegaram ao seu ponto mais elevado na primavera de 2015, mas começaram a ruir na segunda metade desse ano”, precisou o governo norte-americano no documento.

Em 2015, o grupo Estado Islâmico atacou a França, Líbano e a Turquia, atos que “demonstram a capacidade da organização para organizar planos letais para além do Iraque e da Síria”, assim como as debilidades dos sistemas de segurança fronteiriça internacional.

Os EUA destacaram ainda neste documento que o grupo extremista Estado Islâmico, a rede Al Qaeda e filiais de ambos os grupos estão focados em ataques em massa, como os ataques a cadeias hoteleiras no Burkina Faso, Mali e Tunísia, e o bombardeamento de um avião de passageiros russos no Egito com 224 pessoas a bordo.

“Estes planos foram concebidos para minar a segurança económica, prejudicar economias frágeis, diminuir a confiança no governo e abrir mais fendas religiosas e partidárias”, referiu o documento do Departamento de Estado.

O grupo Estado Islâmico, em 2015, serviu também de inspiração para ataques de indivíduos ou pequenos grupos radicalizados em várias cidades do mundo, como em San Bernardino, na Califórnia, onde os alegados simpatizantes dos grupos causaram em dezembro 14 mortos ao atacar uma festa natalícia.