O presidente da Assembleia da República defendeu junto do presidente do Parlamento Europeu que “há limites às políticas monetárias” e que existe um consenso em Portugal contra a ameaça de sanções por incumprimento das metas do défice.

“Consenso no projeto de construção europeia, consenso quanto à oposição – porque injusta – à ameaça que paira sobre Portugal quanto às sanções por incumprimento das metas do défice em 2015”, afirmou.

Na sua breve intervenção, divulgada à Agência Lusa, Ferro Rodrigues defendeu junto de Martin Schulz que “há limites às políticas monetárias” e “falta o contributo das políticas orçamentais e do investimento”.

Martin Schulz foi recebido hoje de manhã na Assembleia da República por Eduardo Ferro Rodrigues, num encontro que reuniu também representantes de todas as bancadas parlamentares.

“Se canalizarmos a nossa energia, os nossos esforços, para outros domínios, tão mais relevantes como o do alargamento da nossa política de alianças, do espaço de influência deste nosso projeto de solidariedade, de prosperidade e de paz que é a Europa, aí sim, estaremos a concretizar o projeto e a visão dos nossos pais fundadores”, afirmou Ferro Rodrigues.

O presidente do parlamento português afirmou o “profundo empenho pessoal, institucional e político” no reforço do projeto europeu que, defendeu, deve jogar-se “no aprofundamento do papel do Parlamento Europeu e dos parlamentos nacionais através de um acompanhamento mais atento e eficaz das matérias europeias”.

Sobre a crise dos refugiados, Ferro Rodrigues considerou incompreensível que num espaço de mais de 500 milhões de cidadãs e cidadãos, a Europa “não seja capaz de acolher e integrar, “de forma generosa e na medida das reais capacidades, refugiados que fogem da guerra, do caos e da opressão”.

A maior crise de refugiados e migrantes desde a II Guerra mundial exige “uma resposta a uma só voz”, defendeu.

Martin Schulz deslocou-se hoje a Lisboa a convite do presidente da Assembleia da República. No início da deslocação, e antes do encontro com Ferro Rodrigues no hemiciclo, Schulz visitou o Centro de Acolhimento para Refugiados dirigido pelo Conselho Português para os Refugiados.