O Presidente da República disse este sábado, em Santarém, que “em grandes questões nacionais” seria “ideal” que houvesse consensos envolvendo a esquerda e a direita. Marcelo Rebelo de Sousa quer consenso em relação a questões concretas e que houvesse resultados práticos, como “dizer não [em Bruxelas] a sanções a Portugal”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no final de uma visita à Feira Nacional da Agricultura/Feira do Ribatejo, que hoje inaugurou e que decorre até ao próximo dia 12 no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.

“Os consensos são consensos, portanto são à direita e à esquerda. Não há consensos só à direita e só à esquerda. O ideal era que em grandes questões nacionais houvesse consensos muito largos, envolvendo direita e esquerda”, disse o Presidente da República.

Sublinhando que “tudo o que seja alargar os consensos é bom”, Marcelo Rebelo de Sousa deu o exemplo do PS ao ensaiar no parlamento “um consenso com os partidos de direita para, em conjunto com os partidos de esquerda, em Bruxelas, dizer não a sanções a Portugal“.

“Esse é um consenso muito amplo, porque vai da esquerda à direita, da direita à esquerda”, disse, declarando-se convicto de que “há caminho” para que ele aconteça, mas, “é preciso que se chegue lá”.

Esta sexta-feira à noite, falando no encerramento do primeiro dia de trabalhos do congresso do PS, o primeiro-ministro e secretário-geral socialista tinha elogiado o consenso conseguido com a esquerda, criticando aqueles que acham que consensos são só ao centro, entre PS e a direita. “Num país onde tanta gente apela ao consenso, ri depois deste consenso com a esquerda, como se só houvesse consenso bom quando é com a direita”, disse António Costa.