Manuais escolares, fruta e produtos biológicos, concursos públicos, automóvel particular versus transporte público, energia e espécies protegidas, são alguns dos tópicos que fazem parte da lista da ZERO (Associação Sistema Terrestre Sustentável) que propõe mudanças ao nível de comportamento e opções, em nome de um desenvolvimento mais sustentável.

O pretexto é o Dia Mundial do Ambiente que se assinala no dia 5 de junho (domingo). Eis as 15 metas para 15 anos sugeridas pela associação liderada por Francisco Ferreira.

  1. Integrar critérios de sustentabilidade nos concursos para aquisição de bens e serviços, com um peso crescente até colocar Portugal no top dos três países da União Europeia que maior ponderação dão a critérios de sustentabilidade na contratação pública.
  2. Integrar um patamar mínimo de 50% de alimentos de produção biológica nas ementas escolares e de 75% na fruta escolar. Metas progressivas bianuais a desenvolver até 2030.
  3. Incluir proteína vegetal nas ementas escolares até representarem 25% do contributo proteico das refeições semanais em todos os graus de ensino.
  4. Política de reutilização de manuais escolares desde o 5º até ao 12º anos (até 2020).
  5. Promover a água quente solar com o objetivo de abastecer 75% das vivendas e 10% dos apartamentos em prédios.
  6. Assegurar que metade da energia primária consumida em Portugal seja de fontes renováveis.
  7. Reduzir em 25% as emissões de gases de efeitos de estufa, em relação a 1990
  8. Garantir que apenas 15% das viagens pendulares (casa-trabalho-casa) em Lisboa e no Porto sejam efetuadas em automóveis particulares. Atualmente essa percentagem é de cerca de 40%.
  9. Assegurar que 90% dos veículos ligeiros novos adquiridos sejam elétricos ou elétricos plug-in.
  10. Recuperar na totalidade os solos degradados e contaminados a nível nacional.
  11. Alcançar uma meta de 90% de saneamento urbano, abrangendo os aglomerados urbanos de menor dimensão quando tenham impacto significativo nos ecossistemas ribeirinhos (até 2020).
  12. Tratar de forma adequada todos os efluentes agropecuários e agroindustriais.
  13. Melhorar de forma significativa o estado de conservação de habitats e espécies, com especial atenção às montanhas e aos ecossistemas costeiro.
  14. Renaturalizar em 15% a área que apresenta potencial wilderness (vida selvagem) na Rede Natura 2000.
  15. Concluir o processo de classificação de sítios de importância comunitária e de zonas de proteção especial para as aves, promover a criação de uma rede de áreas marinhas protegidas com mais de 10% da área marítima sob jurisdição portuguesa.