O líder parlamentar do CDS na Assembleia da República, Nuno Magalhães, recusou passar um “cheque em branco” ao Governo de António Costa, exigindo conhecer “medidas concretas” para evitar eventuais sanções da União Europeia.

O parlamentar centrista, que falava na abertura das jornaladas parlamentares do CDS, que hoje tiveram início na ilha do Faial, nos Açores, insistiu que o seu partido “é contra” a aplicação de eventuais sanções a Portugal por incumprimento do défice, mas exige que o Governo tome medidas concretas.

“Não basta o doutor António Costa pedir um cheque em branco sem dizer ao parlamento português aquilo que está a fazer na União Europeia, aquilo que fez no sentido de tornar as nossas contas mais credíveis, mais aceitáveis, mais transparentes, para que possamos avaliar aquilo que foi a atuação do Governo”, frisou.

O líder parlamentar do CDS deixou, por isso, o repto ao primeiro-ministro para que “trabalhe mais e fale menos”, no sentido de evitar que Portugal venha a sofrer penalizações financeiras.

“Fica aqui o repto, trabalhe mais e fale menos e sobretudo apresente ao parlamento português aquilo que fez para evitar essas sanções”, adiantou Nuno Magalhães, acrescentando que “será da responsabilidade deste Governo e por incompetência deste Governo, que essas sanções serão aplicadas”.

As Jornadas Parlamentares do CDS, que vão decorrer nas ilhas Faial, Pico e São Jorge, começaram com algum atraso em relação à hora prevista, devido a atrasos e cancelamentos de voos provocados pelo mau tempo que se faz sentir no arquipélago e que impediu mesmo que alguns deputados da Assembleia da República e da Assembleia Legislativa da Madeira chegassem à cidade da Horta a tempo da sessão de abertura.

Para Artur Lima, líder do CDS/Açores, o mau tempo acabou por revelar aos deputados do seu partido a dificuldade que é viver numa região insular, e também a importância que as acessibilidades têm numa região arquipelágica.