Fotojornalista norte-americano David Gilkey e o seu tradutor afegão foram morreram este domingo na sequência de um ataque na província de Helmand, no sul do Afeganistão, avançou a National Public Radio (NPR), estação para onde o jornalista trabalhava. David Gilkey era considerado um dos melhores repórteres de imagem do mundo, com vasta experiência na cobertura mediática dos acontecimentos em cenários de guerra e na luta contra o terrorismo.

A notícia da morte de Gilkey e do afegão Zabihullah Tamanna foi avançada pela rádio norte-americana NPR, que afirmou que os dois viajavam integrados numa coluna militar afegã quando o veículo foi alvo de ataque e de disparos, tendo os dois sido atingidos a tiro. O fotojornalista estava a realizar uma reportagem para aquela estação de rádio no sul do Afeganistão.

Dois outros jornalistas da mesma estação de rádio também seguiam noutro veículo, mas escaparam ilesos.

Em comunicado, a porta-voz da NPR, Laura Sydell, escreve que “como homem e como fotojornalista, David Gilkey levou humanidade a todos aqueles que o rodearam”. “Ele deixava-nos ver o mundo e uns aos outros através dos seus olhos”, lê-se no texto assinado pelo diretor executivo e pelo vice-presidente da estação, citado pelo The Guardian.

Reconhecido internacionalmente, Gilkey foi premiado com um Emmy em 2007 e com o prémio George Polk em 2010. Foi ainda eleito fotógrafo do ano em 2011 pela Associação de Fotógrafos da Casa Branca.

Foi um dos primeiros jornalistas a fixar-se no cenário de guerra do Afeganistão e o primeiro a atravessar a fronteira para o Iraque com o exército norte-americano. Cobria a guerra contra o terrorismo desde os ataques do 11 de setembro, em 2001, estando nos últimos tempos concentrado a cobrir as operações norte-americanas no sul do Afeganistão.