O julgamento do caso de Eva Carneiro contra José Mourinho e o Chelsea começou esta segunda-feira.

A ex-médica do Chelsea acusa o Chelsea de demissão construtiva – situação em que o empregado se demite por o comportamento do empregador ser intolerável – e acusa ainda José Mourinho de vitimização e discriminação. Eva Carneiro, de ascendência portuguesa, foi médica da equipa principal do Chelsea entre entre 2009 e dezembro de 2015.

O treinador português José Mourinho e a assistente de Roman Abramovich, Marina Granovskaia, vão ser chamados a testemunhar em tribunal, adianta o The Telegraph.

A advogada de Eva Carneiro, Mary O’Rourke, revelou que Carneiro planeia utilizar ainda provas audiovisuais para suportar a sua tese de que foi alvo de descriminação sexual por parte de José Mourinho.

O treinador que assinou a semana passada um contrato com o Manchester United entrou em conflito com Eva Carneiro, médica da equipa principal, depois de um empate com o Swansea a 8 de agosto de 2015. O treinador acusou a médica de ter feito perdido tempo a tratar da lesão de um jogador, num momento em que o Chelsea perdia o jogo, e de declarar depois Eden Hazard inapto a continuar a jogar, reduzindo a equipa do Chelsea a nove unidades – o guarda-redes Thibaut Courtois já tinha sido expulso.

Pouco tempo depois, Eva Carneiro, demitiu-se do Chelsea, acusando o clube de criar condições impossíveis à sua permanência.

O Chelsea recusou-se a fazer declarações públicas sobre o caso, mesmo depois de Mourinho ter terminado o seu contrato com o Chelsea.

Eva Carneiro já confirmou à sua advogada que não está à procura de voltar a trabalhar no clube inglês.

O julgamento está agendado para durar entre sete e dez dias, tendo a data limite como 24 de junho.