As ações do BCP estavam esta terça-feira a meio da manhã a inverter a tendência de queda das últimas sessões, a subir para 0,0237 euros, depois de terem terminado a 0,0221 euros na segunda-feira, um mínimo de sempre.

Por volta das 10h30, os ‘papéis’ do BCP estavam a valorizar-se 9% para 0,0242 euros, a liderar os ganhos da bolsa de Lisboa, contra 0,0213 euros registados pouco depois da abertura (-1,67%).

À mesma hora, o índice PSI20 também estava a inverter a tendência, estando a subir 0,90% para 4.824,82 pontos.

Na segunda-feira, a CMVM decidiu proibir a venda a descoberto das ações do BCP “por um período adicional de dois dias de negociação”, depois de o banco ter desvalorizado quase 8%, para os 0,022 euros por ação.

A CMVM afirmou que “a flutuação do preço das ações em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo”.

Na semana passada, o Jornal de Negócios noticiou que “o BCP entrou mesmo na corrida à compra do Novo Banco” e que a entidade liderada por Nuno Amado “é uma das instituições que está a passar a pente fino a informação detalhada sobre o banco de transição”.

O mesmo jornal afirmou ainda que se o BCP avançar para a aquisição “poderá ter que ir levantar até dois mil milhões de euros ao mercado, uma hipótese que não agrada aos investidores”.

A angolana Isabel dos Santos foi nomeada na semana passada por despacho para presidente do Conselho de Administração da petrolífera estatal angolana Sonangol, empresa que é acionista de referência do banco Millennium BCP, com quase 18% do capital.