O caminho até à Web Summit também se faz através do Startup Portugal, o programa que o Governo português lançou esta segunda-feira, com o objetivo de tornar o país o “mais acolhedor e amigo do empreendedorismo da Europa”. Entre as novidades está o Road 2 Web Summit, um concurso destinado a startups portuguesas que se queiram apresentar naquele que é considerado o maior evento de empreendedorismo e tecnologia da Europa. As candidaturas encontram-se abertas e encerram a 31 de julho.

Aquando da apresentação do Startup Portugal, em março, o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) já tinham anunciado a vontade de aproveitar a “extraordinária oportunidade” que a vinda da Web Summit para Portugal, nos próximos três anos, representa para o país.

Das 65 empresas finalistas, 60 terão acesso a um bilhete gratuito de um dia com stand (no valor de mil euros) e cinco ao evento todo (valor estimado de dois mil euros). Têm ainda direito a quatro bilhetes e acesso a investidores, mentores, workshops e mesas redondas.

Três startups vão poder aceder ao Encontro de Líderes — um evento que junta líderes políticos de vários países com a comunidade de empreendedores e investidores presentes na Web Summit, no primeiro dia da conferência — e o diretor executivo da startup vencedora terá ainda a possibilidade estar no F.ounders, um encontro que reúne 150 fundadores de empresas com menos de cinco anos avaliadas em mais de 500 milhões de euros, de 10 a 12 de novembro.

O anúncio dos vencedores decorre a 21 de setembro, num pitch day [dia para apresentações breves das empresas] final, que inclui uma componente de formação. Para já, estão agendados encontros em Lisboa, Porto e Berlim, onde os portugueses vão poder reunir com empreendedores que participaram em edições anteriores da Web Summit. A ideia, novamente, é dar aos empreendedores nacionais as ferramentas para que possam “tirar o máximo partido” das oportunidades do evento.

O concurso também vai servir para escolher as startups portuguesas que vão representar Portugal nalguns dos maiores eventos e feiras tecnológicas do mundo, como o Cebit (uma feira informática que decorre todos os anos em Hannover, Alemanha) e o CES (uma feira tecnológica que decorre todos os anos em Las Vegas, Estados Unidos), por exemplo. Será a primeira vez que o Governo português se fará acompanhar por startups nacionais nos eventos internacionais e nas visitas oficiais que faz ao estrangeiro.

Do Surf à Ciência

Além do Road 2 Web Summit, há outras iniciativas relacionadas com o evento, como a Surf Summit, que a 5 e 6 de novembro junta “alguns dos melhores surfistas, investidores, CEOs tecnológicos e startups do mundo” em Portugal. Já o Future Cities 150, um encontro de 150 presidentes da câmara de todo o mundo, organizado pela CML, e a Festa do Ecossistema Português, reúne a comunidade nacional de startups, incubadoras, aceleradoras e investidores em festas noturnas, a 8 e 9 de novembro.

Há ainda uma iniciativa lançada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Born from Knowledge, que vai escolher 2.000 alunos universitários para serem voluntários durante um dia na Web Summit. Em contrapartida, o Governo oferece a estes alunos acesso gratuito aos restantes dois dias do festival (que têm um custo estimado de 700 euros), atribuindo 100 bilhetes gratuitos para o evento aos estudantes universitários que apresentarem as melhores ideias de negócio, num concurso que será desenvolvido em parceria com as universidades portuguesas.