O espião português que foi detido por suspeitas de vender segredos da NATO à Rússia foi colocado em prisão preventiva, esta quarta-feira, informa a SIC Notícias.

Ivo Rosa, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, admitiu que existe a possibilidade de a medida vir a ser alterada para ” obrigação de permanência na residência com vigilância eletrónica”, segundo a TVI24.

A Procuradoria-Geral da República informou que o magistrado considerou que o arguido se encontra “fortemente indiciado” dos crimes de espionagem, corrupção e violação de segredo de Estado, informa a Lusa.

Após interrogatório judicial, o magistrado considerou que o arguido está “fortemente indiciado” dos crimes de violação de segredo de Estado, espionagem e corrupção.

Frederico Carvalhão Gil foi constituído arguido durante o interrogatório a que foi submetido no Tribunal Central de Instrução Criminal, 17 dias depois de ter sido detido em Roma, no âmbito da operação “Top Secret”, no dia 21 de maio. O espião foi detido depois de se encontrar com um suposto agente russo na capital italiana.

O interrogatório ao agente de 57 anos foi interrompido por volta das 22h00 desta terça-feira e foi retomado esta quarta-feira, ao início da tarde.

O advogado de Carvalhão Gil, José Preto, afirmou que há “um conjunto de irregularidades” relacionadas com a detenção do espião do Serviço de Informações de Segurança (SIS) em Roma, Itália.

Segundo o Expresso, o advogado referiu que o que está a acontecer ao seu cliente é “completamente ilegal” e que o caso é “um disparate pegado”.

O advogado do agente do SIS afirmou que a transação pela qual o seu cliente foi detido era completamente legal. O advogado admitiu que os 10.000 euros recebidos por Carvalhão Gil não tinham qualquer relação com assuntos de espionagem. Preto afirmou que a transação era de “natureza comercial”.

O espião português é suspeito de transmitir informações sobre a NATO em troca de dinheiro a um agente dos serviços de informação russos.