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A polícia disparou sobre um grupo de cerca de 2.000 estudantes que protestava nas ruas de Port Moresby, na Papua Nova Guiné. Alguns dos manifestantes afirmaram que quatro estudantes terão morrido enquanto tentavam marchar sobre o parlamento, esta quarta-feira de madrugada. O primeiro-ministro do país, Peter O’Neill, afirmou não terem existido mortes.

Os estudantes tinham-se reunido para reivindicar a demissão do primeiro-ministro, que tem sido acusado de corrupção, informa o The New York Times. Segundo um dos manifestantes, a polícia terá avisado os estudantes que o protesto não tinha permissão prévia por parte das autoridades. Quando os estudantes se recusaram a parar, a polícia terá começado a disparar.

Muitos utilizadores de redes sociais denunciaram a violência utilizada pelas autoridades e publicaram fotografias e vídeos da atuação policial.

Num comunicado emitido pelo primeiro-ministro Peter O’Neill, é afirmado que nenhum estudante terá morrido nos confrontos com a polícia, acrescentando-se ainda que os desentendimentos terão sido incitados por políticos da oposição e criminosos.

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No comunicado, o primeiro-ministro afirmou que será lançado um inquérito sobre o sucedido, mas que era necessário que os “estudantes voltassem às aulas para completar os estudos para o semestre”.

Segundo o The Guardian, um hospital encontra-se a prestar cuidados de emergência a vários estudantes feridos.

Ainda não foi possível confirmar se há mortos.