Rádio Observador

Açores

Navio para normalizar abastecimento de combustível nos Açores chega sexta-feira

O navio que vai normalizar o abastecimento de combustível a várias ilhas dos Açores deve chegar ao arquipélago na sexta-feira.

EDUARDO COSTA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O navio que vai normalizar o abastecimento de combustível a várias ilhas dos Açores deve chegar ao arquipélago na sexta-feira, disse esta quinta-feira o presidente do Fundo Regional de Apoio à Coesão e Desenvolvimento Económico.

“Já está em viagem a alguns dias em direção aos Açores e amanhã [sexta-feira] aporta a Ponta Delgada durante a tarde. Segue-se a normalização da operação de distribuição de combustíveis inter-ilhas nos Açores”, afirmou à agência Lusa João Filipe.

O Governo dos Açores decidiu no dia 01 intervir no abastecimento de combustível a São Jorge, devido à iminente rutura de “stock” de gasóleo em três postos, na sequência da detenção, na Horta, ilha do Faial, do navio responsável pelo abastecimento.

Segundo uma nota do executivo, “tendo-se tornado iminente a rutura de ‘stock’ de gasóleo em três postos de combustível daquela ilha”, nesse dia foram dadas orientações à empresa pública Portos dos Açores “para deslocar, de imediato, um rebocador de São Miguel com cerca de 200 mil litros de gasóleo”.

O presidente do conselho diretivo do fundo regional adiantou que, após o carregamento de combustível, o navio “seguirá de imediato, no sentido de, no sábado, já chegar à primeira ilha”, o Pico, fazendo depois escalas em São Jorge, Graciosa, Flores e Faial.

“A intenção é, repondo a normalidade, fazer diariamente o toque em cada uma das ilhas, assegurando a operação de descarga e seguindo para a ilha seguinte”, referiu o responsável, explicando que, na prática, o que vai suceder “é aquilo que normalmente acontece todas as semanas ou no intervalo de dez dias, que é o espaço que medeia a primeira ilha e a última ilha de rotação da distribuição de combustíveis”.

João Filipe esclareceu que, neste período, “não aconteceu” qualquer uma das ilhas ter ficado sem combustível à disposição do consumidor.

“Houve uma marca que teve a infelicidade de num dos seus postos acabar o produto gasóleo, mas a ilha tinha gasóleo para consumo”, garantiu, referindo que esta situação ocorreu em São Jorge.

O navio que está previsto chegar na sexta-feira é contratado pela Transinsular, responsável pelo transporte de combustíveis líquidos na região no âmbito de um contrato com o Governo Regional.

A 01 de junho, o capitão do porto da Horta, Diogo Vieira Branco, disse à Lusa que a Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos determinou a “detenção do navio ‘Chem Daisy’ por não estar nas condições de certificação do Estado de bandeira”.

“Este navio tem bandeira de Malta, mas não cumpre com as condições certificadas por Malta, nomeadamente no sistema propulsor, pelo que foi decretada a sua detenção até que o Estado de bandeira assuma que o navio tem condições para navegar”, adiantou Diogo Vieira Branco.

Esta quinta-feira, Diogo Vieira Branco informou que “o navio, atracado no cais comercial da Horta, mantém-se detido”, referindo que as inconformidades não foram corrigidas, pelo que continua impossibilitado de navegar.

Segundo a lei, a detenção de um navio é um ato que resulta de uma avaliação inspetiva e consiste na proibição da sua saída para o mar devido a deficiências detetadas.

O Fundo Regional de Apoio à Coesão e Desenvolvimento Económico tem por missão o desenvolvimento e a aplicação de mecanismos que garantam o regular abastecimento de bens essenciais às populações do arquipélago dos Açores.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Açores

Lajes: entre os Pombos e a Águia

José Pinto

Se as instalações da aerogare das Lajes reclamam há muito por obras de manutenção, os pombos decidiram dar uma asinha – um eufemismo por motivos higiénicos – na degradação ambiental.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)