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Santo António

Mais de 20 marchas, 16 casamentos e muitos arraiais mantêm viva tradição em Lisboa

A celebração dos Casamentos de Santo António, o desfile das Marchas Populares e os arraiais de rua voltam a ser o auge das Festas de Lisboa, antecipando o feriado municipal.

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  • Agência Lusa

A celebração dos Casamentos de Santo António, o desfile das Marchas Populares e os arraiais de rua voltam no domingo a ser o auge das Festas de Lisboa, antecipando o feriado municipal.

Para cumprir a tradição, 16 casais, entre os 20 e os 39 anos, de diferentes freguesias lisboetas, vão participar na 20.ª edição dos Casamentos de Santo António, iniciativa organizada pela Câmara de Lisboa desde 1997, mas que surgiu em 1958 como “Noivas de Santo António”.

A jornada vai arrancar com os matrimónios religiosos, às 10h30, na Sé Patriarcal, onde 11 dos 16 casais vão dar o nó, seguindo-se os cinco casamentos civis, às 14h15, nos Paços do Concelho.

Os Casamentos de Santo António contam com diversos patrocínios que possibilitam aos casais “um dia de sonho”, incluindo a lua-de-mel, que este ano vai ser em Tavira (Faro), entre 14 e 18 de junho.

A Lusa questionou a Câmara de Lisboa sobre o número de casais que se candidataram este ano, de forma a perceber se a procura tem vindo a aumentar, mas não obteve resposta.

À semelhança de anos anteriores, a cerimónia vai contar com a presença de ‘casais de ouro’, abençoados por Santo António em 1966 e que celebram agora 50 anos de matrimónio, informou a autarquia.

Todos os anos, centenas de populares concentram-se junto à Sé de Lisboa para aplaudirem os noivos de Santo António.

Pelas 15h00, os recém-casados vão desfilar em carros antigos, a partir dos Paços do Concelho, passando pela Avenida da Liberdade, até ao Parque Eduardo VII, onde, na Estufa Fria, um dos mais importantes espaços verdes da cidade, vai decorrer o copo de água.

Ao final do dia, a Avenida da Liberdade vai ser palco do tradicional desfile das Marchas Populares, que arranca às 21:00 e que tem como temática o 170º aniversário do nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro.

Organizado pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), o concurso conta com a participação de 20 marchas: Alto do Pina – vencedora do ano passado -, Alfama, Alcântara, Bela Flor — Campolide, Campo de Ourique, Carnide, Penha de França, Bairro da Boavista, Bairro Alto, Benfica, Ajuda, Madragoa, São Vicente, Bica, Mouraria, Santa Engrácia, Marvila, Graça, Olivais e Lumiar.

Este ano, as marchas que voltaram a concurso são Campo de Ourique e Penha de França, juntando-se ainda o Bairro da Boavista que participa pela primeira vez nas Marchas Populares. Este ano ficam de fora das marchas de São Domingos de Benfica, Beato e Baixa.

Na avenida vão desfilar também os 32 noivos de Santo António, pelas 22:00, a marcha infantil “A Voz do Operário” e a marcha dos Mercados, ambas extracompetição, e, como convidados, a marcha popular de Portimão e a dança do dragão da Lo Leong Sport General Association de Macau.

A organização pretende “tornar as festas mais acessíveis”, pelo que vai haver pela primeira vez linguagem gestual e áudio descrição para cegos durante a transmissão televisiva da RTP nas Marchas Populares.

O cheiro a sardinha assada e a sonoridade da música popular portuguesa vão propagar-se um pouco por toda a cidade e animar os arraiais de rua dos bairros típicos.

A CP — Comboios de Portugal e a rodoviária Carris vão reforçar as ligações na madrugada se segunda-feira, enquanto o Metro vai aumentar as composições na linha verde, fechando à hora habitual.

Na segunda-feira, feriado municipal, vai realizar-se a procissão em honra de Santo António, às 17:00, a partir da igreja com o mesmo nome. A iniciativa remonta ao século XVI. As Festas de Lisboa começaram a 01 de junho e vão decorrer até 01 de julho.

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