“Vai haver uma reestruturação muito exigente” na Caixa Geral de Depósitos, começou por dizer este domingo Luís Marques Mendes, no espaço de comentário que detém na SIC. O ex-líder do PSD avançou que vai haver uma “redução de pessoal muito significativa de pelo menos 2000 pessoas” até 2019, através de rescisões amigáveis.

Considerando esta “uma medida muito violenta”, Marques Mendes acrescentou que a redução deverá acontecer tendo em conta “compensações generosas”, uma vez que “em três anos fazer uma redução desta natureza é socialmente muito violento”.

Marques Mendes adiantou ainda que uma outra orientação do plano de reestruturação acontecerá por via “de encerramento ou venda de participadas que a Caixa tem no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, sucursais e delegações lá fora”. No entanto, a CGD manterá a mesma presença em África.

Ainda considerando a Caixa Geral de Depósitos, Mendes assegurou que a nova administração — composta por sete executivos e 12 não executivos, sendo que dois destes serão ex-presentes executivos de bancos estrangeiros — entrará em funções no próximo mês de julho. A isso acrescenta a confirmação do aumento de capital “na ordem dos 4 mil milhões de euros”.