“Um ataque a qualquer americano, independentemente da raça, etnia, religião ou orientação sexual, é um ataque a todos nós”, disse este domingo Barack Obama a partir da Casa Branca, admitindo que “nenhum ato terrorista vai mudar quem somos.” “Embora a investigação esteja ainda no início, já sabemos o suficiente para dizer que se tratou de um ato de terrorismo e de ódio”, continuou.

O presidente dos Estados Unidos da América começou por lamentar o sucedido, admitindo que tal poderia ter acontecido em qualquer cidade. “Enquanto país, vamos apoiar as pessoas de Orlando hoje e amanhã”. Obama saudou também as forças policiais envolvidas no tiroteio mais mortal de que há memória nos EUA: “Coragem e profissionalismo salvaram vidas e impediram que a carnificina fosse ainda pior”.

“Não vamos ceder ao medo, nem virar-nos uns contra os outros. Vamos antes permanecer unidos”, sublinhou ainda Barack Obama, num discurso emocionado.

Os candidatos à Casa Branca também se pronunciaram esta tarde sobre o tiroteio que na madrugada de domingo vitimou 50 pessoas e feriu outras 53. A democrata Hillary Clinton começou por apelidar as notícias de “devastadoras”, tanto em inglês como em espanhol, considerando que o Pulse, onde a tragédia aconteceu, era um clube de origem latina.

“Acordei a ouvir as notícias devastadoras de Florida. Enquanto esperamos por mais informação, os meus pensamentos estão com aqueles que foram afetados por este ato horrível”, lê-se na mensagem que a candidata presidencial publicou na sua conta de Twitter, que já leva mais de 20 mil “gostos”.

Donald Trump agiu de forma semelhante, ao divulgar tweets com mensagens a contestar o sucedido, ato por si considerado “horrendo”, admitindo de seguida estar a “rezar pelas vítimas e pelas suas famílias”. “Quando é que isto vai parar? Quando é que vamos ficar fortes, inteligentes e vigilantes?”, perguntou.

Donald Trump foi ainda mais longe e numa outra mensagem na rede social Twitter, agradeceu a quem o “felicitou por ter razão sobre o terrorismo islâmico radical”. “Mas não quero felicitações, quero vigilância e rigor. Precisamos ser inteligentes”, escreveu.

Já Bernie Sanders, também ele candidato democrata, declarou o tiroteio como sendo algo “impensável” e disse, citado pelo site Vox, “temos de fazer tudo o que pudermos para impedir que armas caiam nas mãos de pessoas que não devem tê-las”.

O Papa Francisco não ficou indiferente à situação e já emitiu um comunicado através do seu porta-voz, onde classifica o ato de um “massacre terrível” que lhe causou “os mais profundos sentimentos de horror e de condenação”. Na nota de imprensa, aqui citada pelo The Guardian, é referido que o ataque foi uma “manifestação de loucura homicida” e de um “ódio sem sentido”.

Também as celebridades estão de luto

Não são apenas figuras da cena política norte-americana que estão a usar as redes sociais para mostrar o seu pesar a propósito do tiroteio que aconteceu esta madrugada, já tido como um dos piores tiroteios em massa dos Estados Unidos da América. São também muitas as celebridades que se juntam, agora, a um mesmo coro de vozes.

A atriz Reese Witherspoon escreveu “Estou de coração partido por causa desta tragédia. [Estou] a rezar por Orlando e pelo sofrimentos criado por esta violência sem sentido”.

Já Julianne Moore usou a sua conta de Twitter para contestar o uso massificado de armas nos EUA: “Mandem email ou liguem ao vosso representante e perguntem-lhe porque é que não fez nada para parar com a violência das armas”.

Às duas atrizes de peso em Hollywood juntam-se ainda nomes como John Legend e Milla Jovovich.