A 2.ª edição do Salão Automóvel de Turim encerra hoje as portas, mas promete continuar durante longos anos, graças ao crescente número de expositores e visitantes. O certame, que durante cinco dias deliciou os visitantes que se deslocaram à cidade berço da indústria automóvel transalpina, reúne fabricantes e designers que aí expõem os seus mais recentes e marcantes veículos. E logo perante um público particularmente exigente em matéria de estilo e de sofisticação mecânica – ou não fosse este o país que dá corpo a superdesportivos como os Ferrari e Lamborghini.

A lista de construtores impressiona, incluindo marcas generalistas, como a Fiat, Ford, Renault, Opel e VW, a que se aliam as premium como Audi, BMW e Mercedes. Mas são sobretudo as áreas reservadas aos superdesportivos que atraem as atenções do público, com a McLaren, Ferrari, Lamborghini, Pagani, Aston Martin e Maserati a suscitarem a maior atenção.

Se os modelos que já estão à venda excitam quem se passeia pelo certame, não faltam igualmente motivos de interesse nos “stands” reservados aos gabinetes de design, eles que decidem hoje o tipo de veículo que vamos conduzir amanhã. Casas como Pininfarina, Italdesign, Model 5 e Idea deslumbram, não só em matéria de estilo, como ainda de versatilidade. Ou mesmo ousadia.

O salão tem lugar no Parque Valentino, o segundo maior de Turim, com 500 mil metros quadrados. E não é um parque qualquer. Construído em 1856, foi o primeiro parque público italiano. Mas as suas ruas, pavimentadas à época, serviam também de pista para o Grande Prémio dos Fórmula 1 de outrora, que era conhecido como o Gran Premio del Valentino. E o parque, que hoje acolhe o salão automóvel, assistiu em tempos aos sucessos dos melhores pilotos de meados do século XX, caso de Tazio Nuvolari, que venceu em 1935, ou de Alberto Ascari, o primeiro sobre a linha de meta em 1955.