O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, apelou esta segunda-feira aos países afetados pelo Zika que não poupem recursos no combate ao vírus. É uma questão de direitos humanos.

“O Zika afeta de forma desproporcionada aos pobres, que vivem em áreas com saneamento inadequado e cujas casas e locais de trabalho certamente não contam com ar condicionado e medidas para evitar os mosquitos”, disse Al-Hussein no seu discurso na reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que começou sua segunda sessão regular do ano.

“Peço que se apliquem as medidas preventivas adequadas, incluindo os recursos financeiros adequados”, acrescentou. O responsável da ONU disse que é um dever dos governantes a prevenção das doenças. “Como aprendemos recentemente com o ébola, as emergências de saúde também se tornam em crises de direitos humanos”, declarou Al-Hussein.

O vírus da Zika está presente em 60 países e o Brasil o país mais afetado pela atual epidemia, tendo o país sul-americano registado mais milhão e meio de casos e mais de 1.400 bebés nasceram com microcefalia ou outras alterações do sistema nervoso associados ao vírus.

A Direção-Geral da Saúde recomendou, a propósito do vírus Zika e dos Jogos Olímpicos, que decorrerão no Brasil em agosto, que as grávidas não devem viajar para este país e que, se os cônjuges o fizerem, devem depois usar preservativo.