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Quando lançou o Clio, há já um quarto de século, a Renault estaria longe de adivinhar o sucesso em que se viria a tornar o modelo que havia criado para suceder ao emblemático Renault 5, um dos automóveis mais populares da sua época. E, aqui, os números falam por si: ao longo de 25 anos de carreira, o utilitário da marca de Billancourt conquistou mais de 13 milhões de clientes; foi 18 anos o automóvel francês mais vendido do mercado a nível global; foi o único modelo a vencer por duas vezes o galardão de Carro do Ano na Europa (1991 e 2006); e foi o modelo mais vendido da Europa, na sua classe, em 2014 e 2015.

Baptizado com o nome de uma musa da mitologia grega, ao Clio coube, também, a tarefa de inaugurar a estratégia da Renault de identificar os seus modelos por nomes, e não por números, por forma a conferir-lhes uma personalidade mais “humana”. À data do seu lançamento, prometia oferecer a versatilidade reconhecida ao seu antecessor (media apenas 3,7 m de comprimento), combinada com algumas soluções então típicas de modelos de segmentos superiores.

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Prova disso mesmo, a inesquecível versão Baccara, com os seus luxuosos revestimentos em pele cinzenta dos bancos e dos painéis das portas, as aplicações em madeira de nogueira e os comandos cromados. Mas até as restantes versões do Clio marcavam por poder contar com ABS, ar condicionado, caixa automática gerida electronicamente, alarme, direcção assistida ou retrovisores eléctricos e aquecidos – elementos que, à época, estavam longe de ser vulgares a este nível.

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O Clio da segunda geração chegou em 1998. Era 7 cm mais comprido do que o anterior e a sua derivação de luxo passava a ser identificada pela sigla Initiale, dando continuidade ao conceito criado com o Baccara. A introdução dos motores de quatro válvulas por cilindro e a oferta de ABS e dos airbags para condutor e passageiro em toda a gama foram algumas das características que o diferenciaram.

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Em 2005 era tempo de conhecer o Clio 3. Já com 3,99 m de comprimento, e pela primeira vez disponível numa versão carrinha, apresentava como grandes novidades para o segmento o arranque sem chave, a navegação por GPS e o cruise control com limitador de velocidade. A segurança voltava a estar em plano de destaque. Podendo montar até oito airbags, foi o primeiro automóvel da sua classe a obter uma classificação de cinco estrelas nos testes do Euro NCAP, o que, sem dúvida, contribuiu para a conquista, em 2006, do seu segundo título de Carro do Ano na Europa.

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A actual geração do Clio, a quarta da sua existência, foi dada a conhecer em 2012. Inspirado no protótipo DeZir, apresentado em 2010 no Salão de Paris, o Clio 4 mede 4,06 m de comprimento e foi o primeiro modelo a adoptar a nova linguagem estilística da Renault, marcada pela dinâmica e desportiva secção dianteira. Fazendo jus à tradição de oferecer equipamentos únicos na sua categoria, desde logo se destacou por propor o evoluído sistema R-Link de infoentretenimento, controlado por um ecrã táctil, ao melhor estilo dos tablets.

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Decisivas para a popularidade do Clio foram, também, as suas versões de pendor desportivo. Um dos exemplos de melhor memória, neste particular, será o Clio Williams, de 1993. Com motor 2.0 de 150 cv e capaz de atingir 215 km/h, foi inicialmente produzido numa série limitada a 3.800 exemplares (1.300 mais do que o exigido para efeitos de homologação em competição), e registou uma tal aceitação que a Renault acabou por decidir-se pela produção de 1.600 exemplares extra. Acabou por conhecer duas evoluções, em que as diferenças residiam apenas em pequenos detalhes estilísticos e no reforço do equipamento de série.

Também inesquecível, o radical Clio V6 de 1998, um dois lugares com tracção traseira e motor 3.0-V6 montado em posição central, produzido em série limitada. Inicialmente com 230 cv, passou a debitar 255 cv na sua segunda geração, lançada cinco anos mais tarde, sendo capaz de cumprir os 0-100 km/h em menos de 6,0 segundos.

Quanto às apetecidas variantes R.S. (acrónimo de Renault Sport, a divisão desportiva da marca francesa), e tão do agrado dos amantes das sensações mais fortes, têm sido uma constante na gama desde 2006. E sempre oferecendo um contínuo acréscimo de rendimento e performance: 197 cv no Clio 3 R.S. de 2006; 200 cv no Clio 4 R.S. de 2013; 220 cv no Clio R.S. Trophy de 2015. Algo que, seguramente, não deixará de acontecer na próxima geração do Clio, que já não faltará muito para chegar ao mercado…

E, agora, o resumo de 25 anos de história em 48 segundos:

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