Elaborada pela Millward Brown, a 11.ª e mais recente edição da lista das empresas mais valiosas do mundo coloca a Toyota, avaliada em 25,8 mil milhões de euros (mais 2% do que em 2015), na 28.ª posição da geral, continuando a ser a primeira do ranking referente apenas às marcas de automóveis.

Já a Volkswagen sofreu com o escândalo das emissões, o que a penalizou em termos de imagem e confiança em mercados como o dos Estados Unidos da América, motivando uma queda acentuada das suas acções. Neste estudo, o seu valor baixou para menos de metade face ao ano passado, já não constando, sequer, das 10 primeiras.

De realçar que os sete primeiros lugares da tabela mantiveram-se inalterados face a 2015. A seguir à Toyota posicionam-se a BMW (23,5 mil milhões de euros); a Mercedes-Benz (19,9 mil milhões de euros); a Honda (11,5 mil milhões de euros); a Ford (11,4 mil milhões de euros); a Nissan (10 mil milhões de euros); e a Audi (8,3 mil milhões de euros).

No 8.º lugar surge a Land Rover (4,1 mil milhões de euros), que sobe uma posição devido à queda da Volkswagen. No 9.º posto encontra-se, agora, a Porsche (3,8 mil milhões de euros), mas o facto mais notável é a ascensão da Tesla (3,8 mil milhões de euros) ao último lugar da lista das 10 primeiras.

Este estudo tem por base milhões de entrevistas realizadas a consumidores, com o intuito de avaliar a percepção pública das marcas, recorrendo ainda a dado fornecidos por entidades como a Bloomberg, por forma a analisar o desempenho financeiro e comercial das empresas, e as suas variações regionais.

Quanto ao posicionamento dos construtores de automóveis na listagem das 100 mais valiosas empresas do mundo, além da 28.ª posição obtida pela Toyota, destaquem-se os lugares ocupados pela BMW (33.º), Mercedes-Benz (39.º), Honda (74.º), Ford (75.º) e Nissan (92.º). Globalmente, comparando com 2015, o valor das 10 marcas automóveis mais valiosas do mundo desceu 3%, para 122,7 mil milhões de euros.