O candidato republicano à Casa Branca Donald Trump propôs nesta segunda-feira suspender a imigração proveniente de países envolvidos no passado em atentados contra os Estados Unidos ou os seus aliados. “Quando for eleito, vou suspender a imigração de regiões do mundo com um passado comprovado de terrorismo contra os Estados Unidos, a Europa ou os nossos aliados, até que saibamos exatamente como pôr fim a essas ameaças”, declarou num discurso proferido em Manchester, New Hampshire, um dia após o atentado de Orlando que fez 49 mortos.

O multimilionário norte-americano não precisou, contudo, a abrangência ou as condições exatas dessa suspensão da imigração. O candidato sublinhou que o Presidente norte-americano dispõe do poder de proibir a entrada em território nacional a qualquer categoria de viajantes considerada perigosa para os interesses ou a segurança do país.

Em dezembro último, após os atentados de Paris e de San Bernardino, Califórnia, Donald Trump propôs o encerramento temporário das fronteiras aos muçulmanos. “Não podemos continuar a deixar entrar milhares e milhares de pessoas no nosso país, muitas das quais pensam da mesma maneira que este assassino selvagem”, sustentou, referindo-se ao autor do massacre de Orlando, Omar Mateen, nascido nos Estados Unidos de pais afegãos.

“A única razão pela qual este assassino se encontrava na América é porque nós autorizámos a sua família a vir para cá”, frisou. “A maioria dos princípios do Islão radical é incompatível com os valores e as instituições ocidentais: o Islão radical é anti-mulheres, anti-gay e antiamericanos”, insistiu.

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Neste discurso, o primeiro que proferiu desde o massacre de Orlando, o republicano deu o tom para os próximos meses, atacando frontalmente a sua adversária democrata, Hillary Clinton, que criticou ao longo de toda a intervenção por ela se ter declarado a favor do acolhimento de mais refugiados sírios.

“Hillary Clinton quer esvaziar os nossos cofres para deixar entrar mais pessoas no país, nomeadamente indivíduos que pregam o ódio contra os nossos cidadãos”, disse Trump.