O bebé Lourenço já deixou os cuidados intensivos da unidade de neonatologia da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e passou para os cuidados intermédios, avançou, esta terça-feira, o gabinete de comunicação do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC).

Lourenço Salvador “já está internado no setor de Cuidados Intermédios do Centro Hospitalar de Lisboa Central e respira espontaneamente sem qualquer necessidade de suplemento de oxigénio”, lê-se na nota enviada às redações, que termina dizendo que o bebé “tem tido uma evolução clínica e analítica normal”.

Logo no dia seguinte ao nascimento, os médicos avançaram que, tudo correndo bem, o bebé terá alta às 35 semanas. Se assim for, já só faltam duas. Quanto às eventuais consequências desta gestação em condições anómalas, para já ainda não foi identificada nenhuma, mas os médicos não se comprometeram quanto ao futuro.

Esta passagem para os cuidados intermédios acontece no dia em que o “bebé-milagre” — como é já conhecido –, completa uma semana de vida. Lourenço nasceu no Hospital de São José, no bloco operatório da unidade de cuidados intensivos de neurocríticos, com 2,350 gramas, às 32 semanas de gestação, quase quatro meses depois de a mãe ter tido morte cerebral, declarada a 20 de fevereiro de 2016. No final da semana passada, o Observador falou com enfermeiros e médicos que acompanharam todo esse período de gestação e que relataram as dificuldades e incertezas, assim como as fortes emoções sentidas.

As primeiras imagens de Lourenço foram divulgadas este fim de semana pelo jornal Daily Mirror.

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Mas a turbulência na vida de Lourenço — por vontade da mãe — Salvador — por vontade do pai — parece estar longe de terminar. É que a família materna já disse que recorrerá à justiça para ficar com a guarda da criança. O pai diz que quer ficar com o filho e que este irá dar um “novo rumo” à sua vida.