“Condenamos veementemente o homicídio brutal e absurdo do Sr. Robert Hall, um cidadão canadiano, detido nos últimos nove meses pelo grupo Abu Sayyaff na província de Sulu”, no sul do arquipélago, disse o porta-voz da presidência Herminio Coloma.

Em comunicado, o exército declarou que foi encontrada uma cabeça perto da catedral da ilha de Jolo na noite de segunda-feira.

“Esta descoberta confirmou a decapitação brutal de uma vítima sequestrada pelo grupo criminoso Abu Sayyaf”, informou. O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, tinha dito algumas horas antes que tudo levava a crer que Robert Hall tinha sido executado.

No início de maio, o grupo islamita divulgou um vídeo em que ameaçava matar três reféns, depois de ter decapitado o canadiano John Risdel a 25 de abril. Nas imagens, em que também se podiam ver os sequestrados, um dos rebeldes do Abu Sayyaf dirigia-se às autoridades filipinas e canadianas.

“A lição é clara: John Ridsdel foi decapitado e continuamos a ter três reféns aqui. Se voltarem a adiar as negociações, decapitamo-los a todos a qualquer momento”, afirmava, em inglês, um dos membros do Abu Sayyaf. Os sequestrados — o canadiano Robert Hall, o norueguês Kjartan Sekkingstad e a filipina Marites Flor — também surgiam no vídeo, pedindo ajuda ao Canadá e às Filipinas.

O Abu Sayyaf, que sequestrou Hall, Sekkingstad, Flor e Ridsdel a 21 de setembro num complexo hoteleiro no sudeste das Filipinas, exigiu o pagamento de 300 milhões de pesos (6,3 milhões de dólares) por cada um dos reféns até 25 de abril.

Ao não receberem o resgate, os extremistas executaram, nesse mesmo dia, Ridsdel e deixaram a sua cabeça num saco de plástico na ilha de Jolo, na província de Sulu.

No vídeo, o canadiano Robert Hall pedia às forças de segurança das Filipinas, que lançaram uma ofensiva contra o Abu Sayyaf após a execução de Ridsdel, para cessarem os ataques.