Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo faz visita oficial à GNR. Mas sem discursos

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O Presidente da República chegou às 10h00, como combinado. Fez uma visita ao Comando Geral da GNR e falou com cinco militares que se encontram em missões internacionais por videoconferência.

Chegou pontual ao Comando Geral da GNR, no Largo do Carmo, em Lisboa, e nem perdeu tempo com beijinhos aos curiosos que se acotovelavam à entrada do quartel. Marcelo Rebelo de Sousa assistiu às honras militares e ouviu depois, ao lado da ministra da Administração Interna, um pequeno resumo sobre a Guarda. No meio da visita, o Presidente da República ainda falou em videoconferência com alguns militares da GNR que se encontram em missões internacionais.

Eram 10h00 quando Marcelo Rebelo de Sousa pisou a passadeira vermelha colocada na entrada do Quartel do Carmo até aos militares do Regimento de Cavalaria, em sentido para receber o Presidente. Ouviram-se os acordes do Hino Nacional e Marcelo desfilou ao lado da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. Aos jornalistas foi permitido fotografar o momento, mas foi deixado o aviso: o presidente não vai fazer qualquer discurso. E assim foi. Não houve discursos.

Os jornalistas não puderam assistir ao que se passou de seguida. Segundo o programa da GNR, tratou-se de um “briefing” sobre a GNR. Mas, às 11h15, foi autorizado conhecer, com o presidente, o Centro de Comando e Controlo Operacional (CCCO) da GNR. Uma sala demasiado pequena para tantos jornalistas e militares.

Antes de entrar na pequena sala de reuniões, o tenente-coronel Nortadas explicou a Marcelo Rebelo de Sousa que o CCCO foi criado em 2013, mas dispunha, à altura, apenas de três militares. Com a reestruturação da Guarda, foi melhorado em 2015. Foi ali que o presidente da República tinha à sua espera militares de vários cantos do mundo: da Grécia, à Bulgária, passando por Timor e não esquecendo a Polónia. Os cinco oficiais responsáveis pelas diferentes missões internacionais falaram por videoconferência com o chefe de estado sobre as missões.

Marcelo Rebelo de Sousa escutou e até fez perguntas. Sempre a tratar cada um pelo seu próprio nome.

O tenente-coronel Ludovino, em Timor Leste, explicou como a GNR dá formação desde 2009 à polícia timorense. Marcelo ouviu e sublinhou, no fim, as importantes relações entre Portugal e Timor. Seguiu-se a capitão Ana Lopes, a oficial de ligação em missão para a Frontex, responsável por falar com os oficiais de ligação de outras polícias europeias que fazem a vigilância da fronteira externa marítima da Grécia. Marcelo ainda lhe perguntou quais as principais dificuldades no cumprimento da missão. A capitão falou nas condições atmosféricas que, por vezes, impedem o trabalho operacional. E nos migrantes “que nem sempre aceitam os elementos da Frontex”.

Do serviço operacional, o testemunho do tenente Bártolo — que também já falou com o Observador. Marcelo Rebelo de Sousa falou ainda com o Cabo Soares Borges, que se encontra na Bulgária e com o sargento-ajudante Varela, diretamente da Polónia, que deu o seu testemunho de como é controlar a fronteira com a Bielorrússia.

Dali para a sala ao lado. Onde tudo se monitoriza através de ecrãs gigantes. É aqui que é possível perceber onde estão todas as patrulhas da GNR em serviço, de Norte a Sul do País. Quais as ocorrências em tempo real e que meios foram mobilizados. Há ainda lugar para um mapa de incêndios, que dispõe de toda a informação sobre os meios de socorro que se encontram no local.

Em dia de visita do Presidente da República, uma pequena brincadeira. O tenente-coronel pergunta ao Chefe de Estado se reconhece a imagem reproduzida no ecrã. Trata-se de uma vista aérea da sua terra natal, Celorico de Basto. Segue-se uma chamada para a patrulha que ali se encontra. “Muito boa tarde, já sei que estão em Celorico…”, diz Marcelo. E assim se comunica a partir do Comando com qualquer patrulha no terreno.

A caminho do Museu da GNR, Marcelo acaba bloqueado pelos jornalistas. O chefe de estado sublinha o “prestígio” da GNR e como os portugueses se sentem como “familiares” dos militares. Os seguranças de Marcelo acabam a intervir. E pedem aos jornalistas para desmobilizarem. O destino é só um: o Museu. Sem discursos ou declarações.

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Texto de Sónia Simões, fotografia de Hugo Amaral.
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