A agência Moody’s manteve esta terça-feira o ‘rating’ do Banco Comercial Português (BCP) em B1, com perspetiva estável, admitindo que a nota pode ser revista caso o banco avance com a compra do Novo Banco.

Para a manutenção do ‘rating’, a agência de notação financeira tem em conta também a revisão em alta do baseline credit assessment (BCA), ou seja a qualidade de crédito de uma instituição financeira por si só sem contar com eventuais ajudas de Estado, que passou de caa1 para b3.

“NO geral, a Moody’s considera que a capacidade de absorção do risco do BCP é muito modesta quando comparada com outros grandes bancos europeus. No entanto, a agência espera que o banco seja capaz de conseguir uma ‘almofada’ de capital adicional sem requerer apoio externo”, afirma, em comunicado.

A ação de rating de esta terça-feira da Moody’s não teve em consideração o impacto potencial da compra do Novo Banco, que o BCP já admitiu publicamente vir a tentar comprar.

“Hoje, o BCP não está autorizado a avançar com qualquer aquisição e que a Comissão Europeia tem de levantar a proibição antes de o banco apresentar formalmente uma proposta para o Novo Banco. Caso o BCP receba as autorizações relevantes e avance com uma oferta formal, a Moody’s vai analisar as implicações dessa transação no perfil de crédito do BCP”, afirma a agência.

A Moody’s lembra ainda que o BCP ainda tem de devolver cerca de 750 milhões de euros em Cocos (em instrumentos de capital contingentes) prestados pelo Estado português em 2012, o que tem de acontecer antes de meados de 2017.

Isto também terá um impacto no rating atribuído pela Moody’s ao banco.

Na bolsa de Lisboa, os títulos do BCP ficaram a valer 0,019 euros, depois de sucessivas perdas na últimas sessões, tendo caído 4,46% na negociação desta terça-feira.