Estivadores

Estivadores desfilam para o parlamento ao som do rebentamento de petardos

Centenas de estivadores estão a desfilar em direção à Assembleia da República numa marcha de protesto contra a precariedade laboral. No protesto estão delegações da CGTP e do Bloco de Esquerda.

O desfile conta com a participação de trabalhadores dos portos de Lisboa, Figueira da Foz, Leixões, Sines e Algarve

STEVEN GOVERNO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Várias centenas de estivadores estão a desfilar em Lisboa desde as 18h30 em direção à Assembleia da República, numa marcha de protesto contra a precariedade, que se faz notar pelo rebentamento de petardos.

A abrir a manifestação, vão algumas dezenas de trabalhadores portuários, vestidos de preto e de cara tapada, com a bandeira portuguesa, segurando uma faixa que dá o mote ao protesto: “precariedade nem para os estivadores nem para ninguém, todos por todos, porto a porto, empresa a empresa, setor a setor”.

O desfile conta com a participação de trabalhadores dos portos da Figueira da Foz, Leixões, Sines e Algarve, além dos de Lisboa. Todos os manifestantes vestem camisolas pretas com a bandeira nacional estampada nas costas e gritam palavras de ordem impercetíveis, de tão altas que são proferidas e devido ao rebentamento contínuo de petardos.

Uma delegação da CGTP, liderada por José Manuel Oliveira, e outra do Bloco de Esquerda, liderada pelo deputado José Soeiro, juntaram-se ao protesto.

Os estivadores estão em luta contra a precariedade laboral, enquanto o sindicato do setor continua a negociar com os operadores do Porto de Lisboa um novo Contrato Coletivo de Trabalho para minimizar o impacto da lei em vigor desde 2013.

O grande alvo dos estivadores é a lei do trabalho portuário (Lei n.º 3/2013), aprovada pelo anterior Executivo de Passos Coelho com os votos favoráveis do PS e que o atual Governo já garantiu que não vai alterar alegando tratar-se de uma adaptação à legislação comunitária”. O Sindicato dos Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal contesta a lei do trabalho portuário por considerar que “veio introduzir fatores de precariedade acrescida”.

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