O tráfego de internet através do telemóvel subiu 8,8% no primeiro trimestre deste ano, em termos trimestrais, sendo que em geral o tráfego de acesso à internet através de acessos móveis aumentou 2,5%, segundo a Anacom.

Segundo um comunicado da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o tráfego gerado através do telemóvel representa 41,9% do tráfego de internet móvel e subiu 8,8% no primeiro trimestre deste ano, sendo que em geral o tráfego de acesso à internet através de acessos móveis aumentou 2,5% no primeiro trimestre deste ano, face ao trimestre anterior.

No que diz respeito às receitas do serviço de acesso à Internet móvel, estas aumentaram 10,2%, para 81,7 milhões de euros, mas face ao período homólogo.

O número de utilizadores que efetivamente usaram internet em banda larga móvel cresceu 0,3% no primeiro trimestre, face ao trimestre anterior, e 10,1%, em termos homólogos, tendo atingido os 5,5 milhões no final do primeioro trimestre, dos quais cinco milhões acedem através de telemóvel e 549 mil acedem através de ‘tablet’/’PC’.

Em termos médios, o consumo por cliente/mês foi de 1,42 Gigabytes (GB).

A Anacom justifica a maior utilização de banda larga móvel com o aumento do número de utilizadores de ‘smartphones’, que no período em análise já representavam sete em cada 10 utilizadores de telemóvel, segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest.

No que diz respeito às quotas de clientes ativos de banda larga móvel, a Meo seguia na liderança com 43,6%, seguida pela NOS com 29,9% e a Vodafone com 26,4%.

Face ao período homólogo, a NOS aumentou a sua quota em 5,2 pontos percentuais, enquanto as quotas da MEO e da Vodafone caíram 0,9 e 4,3 pontos percentuais, respetivamente.

“Se atendermos ao tráfego de internet móvel, a NOS tinha a quota mais elevada (37,2%), seguindo-se a Vodafone e a MEO, com 34,3% e 28,5%, respetivamente”, lê-se no comunicado.

Já sobre a banda larga fixa, a Anacom refere que o número de acessos aumentou 1,9% em termos trimestrais e 9,2% em termos homólogos, para 3,2 milhões, prevendo que no final de março cerca de 96,7% dos clientes do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa tinham adquirido o serviço no âmbito de um pacote de serviços.

As receitas do serviço de acesso à Internet fixo ‘stand-alone’ e de pacotes de serviços que incluem este serviço atingiram os cerca de 416,6 milhões de euros, que representam um aumento de 16% do que no período homólogo.

O cabo continua a ser a principal tecnologia de acesso à Internet em banda larga fixa, com 33,6% dos acessos, logo seguido pelo ADSL, com 31,8% dos acessos.

A fibra ótica conta com 27,7% dos acessos, e o LTE (‘Long Term Evolution’ – quarta geração) em local fixo com 6,1%.

O regulador das comunicações destaca que as tecnologias de acesso cresceram, à exceção do ADSL.

Em relação às quotas, a MEO liderava com 40,8% do tráfego de banda larga fixa gerado, seguindo-se a NOS com 35,4% e a Vodafone com 17,3%.

Relativamente às quotas de acessos fixos, e para o mesmo período, a MEO diminuiu 4,1 pontos percentuais (43,1%), o grupo NOS aumentou a sua quota em 1,9 pontos (36,9%) e a Vodafone subiu a quota em 3,2 pontos percentuais (15,5%).

O tráfego médio mensal por acesso à Internet em banda larga em local fixo foi de 57,9 GB.