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O homem que matou 49 pessoas numa discoteca gay em Orlando consultou as redes sociais durante as três horas em que esteve barricado no interior do clube.

De acordo com o El Mundo, as autoridades americanas pediram ao Facebook acesso ao histórico de mensagens de Omar Mateen, para perceber o que enviou durante o massacre na discoteca Pulse. Foi o presidente do Comité do Interior do Senado, Ron Johnson, que solicitou este acesso à rede social, e que sublinhou que Mateen poderá ter usado cinco contas diferentes para comunicar no Facebook.

Omar Mateen queria, através do Facebook, perceber se o atentado que estava a cometer tinha repercussões e se já haveria notícias sobre o assunto.

O El Mundo cita o americano The Telegraph, que avança que Omar Mateen, além de consultar o Facebook para analisar o impacto do atentado, terá telefonado a uma televisão local. O objetivo era garantir que os jornalistas sabiam do ataque em curso. Telefonou ainda para o 911 (número de emergência dos Estados Unidos) para dizer que pertencia ao Estado Islâmico.

Uma das mensagens enviadas por Mateen ao identificar-se com o Estado Islâmico dizia: “Os verdadeiros muçulmanos nunca aceitarão os costumes sujos do Ocidente”. Nestas mensagens, o atacante prometia também mais atentados nos Estados Unidos.

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A pertença ou não de Omar Mateen ao Estado Islâmico continua a ser um mistério no caso. É que, apesar de se ter identificado como jihadista, as autoridades não conseguiram comprovar esta ligação. Com as últimas revelações sobre a frequência das visitas de Mateen àquela discoteca, a hipótese de o ataque ter sido causado por homofobia ganhou força.